Com as autoridades de Saúde espanholas a reforçar os alertas de que parte significativa dos contágios da Covid-19 estão a ocorrer em salas de festas e discotecas, as comunidades autónomas, receando não conseguir controlar a propagação decidiram passar a maiores restrições para a vida noturna.
No caso da Catalunha, os estabelecimentos noturnos e de diversão foram encerrados em Barcelona e ainda pondera estender a medida a toda a comunidade, com Múrcia a decidir-se também pela proibição do funcionamento de discotecas.
O País Basco e a Andaluzia, estão ainda a estuda que medidas, neste sentido, vão adotar.
Como seria expectável, as empresas do setor já vieram sublinhar as consequências destas medidas, considerando que ameaçam 300 mil empregos e ainda potenciam as festas ilegais.
Diante deste cenário, Navarra e Galiza já restringiram as práticas informais de lazer.
Na última semana, a vida noturna em Espanha tornou-se um dos focos mais ativos de novos casos, focos esses que são potenciados por multidões de jovens com baixa perceção do risco mas também pelo relaxamento das medidas de segurança. Segundo o ministério da Saúde espanhol, neste momento, existem 15 surtos relacionados com este contexto.
Contudo, os especialistas já se manifestaram e defendem que os encerramentos não podem ser indiscriminados, sugerindo que obedeçam à realidade epidemiológica de cada zona. “Existem locais onde há discotecas e vida noturna e nada acontece. Tudo está relacionado com o nível de circulação do vírus. Em situações como Barcelona, onde há transmissão comunitária, o encerramento seria indicado, mas não teria de ser assim em toda a Catalunha. Somente em áreas onde há mais transmissão “, afirmou Jesús Molina Cabrillana, porta-voz da Sociedade Espanhola de Medicina Preventiva, Saúde Pública e Higiene.












