Investidores americanos preparam ataque ao controlo da TikTok

A rede social de microvídeos musicais é propriedade da empresa chinesa ByteDance, a qual está a ser seguida, de perto, pela Casa Branca.

Sónia Bexiga

Um grupo de investidores em tecnologia dos EUA, liderado pela General Atlantic e Sequoia Capital, está a preparar um plano para adquirir a rede social TikTok, de propriedade da empresa chinesa ByteDance, neste momento sob o apertado escrutínio da Casa Branca que ameaçou vetar aplicações chinesas, de acordo com o ‘Financial Times’.

Os investidores estão em conversações com o Tesouro e reguladores nos Estados Unidos para apurar se a aquisição da TikTok resolveriam as preocupações de segurança do governo, segundo fontes próximas da operação.



O plano prevê que, após a transação, a ByteDance mantenha uma participação minoritária nos negócios internacionais, mas sem direito a voto, acrescentou fonte envolvida nas negociações, avançando que este “é o único plano viável”.

Recorde-se que o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou recentemente, numa entrevista à Fox News, que o governo está a considerar aprovar uma proibição de aplicações de redes sociais chinesas, entre as quais se inclui a TikTok.

No final do mês junho, também o Governo da Índia anunciou a proibição de mais de 50 aplicações da China, incluindo a TikTok, considerando que estão relacionadas com atividades que prejudicam a soberania e a integridade da Índia, bem como defesa e segurança do Estado e ordem pública.

A TikTok, por seu turno, anunciou, esta quarta-feira, que estabeleceu o objetivo de criar cerca de 10 mil novos empregos nos Estados Unidos nos próximos três anos. “Em 2020, a TikTok triplicou o número de funcionários a trabalhar nos Estados Unidos e planeamos criar outros 10 mil empregos nos próximos três anos”, confirmou um porta-voz da empresa.

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