Cantinas ‘take-away’? Este pode ser o próximo passo das escolas para evitar contágio da Covid-19

As últimas semanas foram já passadas em discussões, entre diretores  de escolas e empresas fornecedoras das refeições, sobre os pormenores de higiene e segurança

Executive Digest

Acatando a sugestão do ministério da Educação, que consta da diretiva entretanto enviada, as escolas públicas estão a ponderar adoptar um modelo de cantina em regime de ‘take-away’, noticia o ‘Público’.

Segundo a publicação, as últimas semanas foram já passadas em discussões, entre diretores  de escolas e empresas fornecedoras das refeições, sobre os pormenores de higiene e segurança para o próximo ano letivo, sendo que refeitórios são um dos espaços mais escrutinados, atendendo à natural proximidade entre alunos a que obrigam.

Em declarações ao ‘Público, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, ressalvando que as opções para o horário das refeições não são muitas, afirma prever que “tendo centenas de alunos a almoçar nas escolas, as refeições terão de ser servidas em regime de ‘take-away'”.

“Não me parece muito possível [continuar com as refeições normalmente], num espaço tão pequeno, tendo em conta o elevado número de alunos. Vamos ter de privilegiar o take-away. [A opção do horário desencontrado] vai ser muito difícil, mesmo sendo metade dos alunos. A cantina teria de abrir às 10h e fechar às 17h. Para cada turno, é preciso meia hora. Teríamos um período de almoço muito alargado”, detalha ainda Filinto Lima.

Ainda sobre os locais onde podem ser feitas as refeições, o responsável apontou para polivalentes e recintos amplos mas “vai depender de cada escola, da orientação. Poderá acontecer que, no caso do pré-escolar, as refeições possam ser tomadas nas próprias salas”, adianta.

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Da parte das empresas, segundo apurou o ‘Público’, o regime take-away não deverá levantar grandes problemas logísticos. Com mais de 800 refeitórios sob o seu controlo no próximo ano letivo, a Uniself assegurou que a “mudança é possível” e alerta apenas para o custo acrescido das embalagens utilizadas para embalar a comida. “Os descartáveis — saqueta com kit de talheres, taça com tampa para prato e taça para sopa com tampa — devem ser biodegradáveis”, explica em resposta à publicação.

As mudanças estendem-se aos menus mas também aqui a empresa não vê obstáculos, obrigando apenas a “pequenas adaptações”, garantindo os mesmo padrões nutricionais decretados pelo ministério.

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