O dono da gigante cosmética Revlon, Ronald Perelman está a redefinir o seu império de investimentos e a sua coleção de arte premiada não vai ficar de fora desta nova equação.
O bilionário Perelman, de 77 anos, vai colocar à venda, já este mês e anonimamente, duas pinturas modernas, avançam fontes familiarizadas com a coleção, à ‘Bloomberg’.
Está assim aberta a possibilidade de trabalhos de Joan Miro e Henri Matisse passarem de mãos, podendo atingir um montante acima dos 53 milhões de dólares, no leilão de categorias mistas da Sotheby’s, intitulado “De Rembrandt a Richter”, agendado para o próximo dia 28 de julho.
Tanto Josh Vlasto, porta-voz da empresa de investimentos Perelman, MacAndrews & Forbes, como a Sotheby’s, recusaram-se a comentar esta operação.
A coleção de arte de Perelman está avaliada em biliões de dólares e compreende principalmente obras do século XX, com esculturas de Alberto Giacometti e Jeff Koons e pinturas de Mark Rothko, Cy Twombly e Ed Ruscha.
O Miro de Perelman na Sotheby’s tem a estimativa mais alta da venda, que também inclui um auto-retrato de Rembrandt. Estimada em 20 a 30 milhões de libras, a pintura poderá estabelecer um novo recorde de leilão para Miro, que atualmente é de 23,6 milhões de libras.
O segundo lote de Perelman na Sotheby’s é uma pintura de Matisse de 1942, “Danseuse dans un interieur, carrelage vert et noir”, estimado em 8 a 12 milhões de libras, que representa a condessa italiana Carla Avogadro como dançarina reclinada, especifica a Sotheby’s. Esta obra estava na mesma coleção desde 1989, informou a casa de leilões.
A fortuna de Perelman está avaliada em 7,8 mil milhões de dólares, o que faz deste empresário a 79.ª pessoa mais rica dos EUA, segundo o Bloomberg Billionaires Index. A sua fortuna caiu de mais de 19 mil milhões em janeiro de 2018.
A Revlon está a enfrentar o fardo de uma dívida elevada, num mercado altamente competitivo em que as pequenas empresas estão a ganhar terreno graças às redes sociais.
Segundo o porta-voz Vlasto, Perelman está neste momento a analisar todas opções, incluindo a alienação de certos ativos “devido a mudanças no mundo, tanto sociais como económicas”. Perelman anunciou, na semana passada, que também poderá vender as suas ações na Scientific Games Corp.



