O Ministério da Educação vai garantir a distribuição de máscaras “às comunidades educativas” no regresso às aulas agendado para 14 de setembro próximo, anunciou o ministro.
“O Ministério da Educação vai providenciar essas mascaras e outros equipamentos de proteção individual para que [as escolas] estejam mais bem preparadas”, assegurou Tiago Brandão Rodrigues durante a audição na comissão parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
Recorde-se que no ano letivo que agora terminou, o ministério distribuiu material de proteção e de higienização pelas escolas que reabriram no terceiro período para receber os alunos do 11.º e 12.º anos que ainda voltaram às aulas presenciais.
Para além de anunciar esta medida que garante o equipamento de proteção individual para todos, o ministro também comentou a polémica gerada em torno da questão do distanciamento físico entre alunos e professores, desvalorizando a dimensão que esta matéria ganhou.
Em questão estão as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) para as escolas que apontam no sentido de ser garantido “sempre que possível” um afastamento de um metro entre os alunos. Uma orientação que não é exequível, segundo os professores, já que as turmas não vão ser desdobradas e muitas funcionam no limite de alunos por sala.
Tiago Brandão Rodrigues chamou a atenção para o facto de a medida do distanciamento “não poder ser vista isoladamente”, recordando que existem várias medidas que estão previstas “como os circuitos de circulação e grupos de alunos separados, a higienização e a etiqueta respiratória, a disposição das salas de aula”.
Em seu entender, é importante tentar cumprir todas as medidas, sublinhando ainda as vantagens de um regresso às aulas presenciais em contraponto com os custos a vários níveis (da educação, à sociedade e saúde pública) de não se avançar.





