Quadro atual da pandemia não impede pais de concordar com regresso às escolas em setembro

A maioria dos pais está a pensar colocar os filhos na escola em setembro, se estas reabrirem com ensino presencial e se a situação da propagação do novo coronavírus se mantiver nos níveis de hoje.

Executive Digest

A maioria dos pais está a pensar colocar os filhos na escola em setembro, se estas reabrirem com ensino presencial e se a situação da propagação do novo coronavírus se mantiver nos níveis de hoje, segundo apurou o inquérito feito pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica para o PÚBLICO/RTP, entre os dias 13 e 17 de Julho, junto de 1217 pessoas.

Neste estudo, especificamente sobre que decisão vão tomar os pais num cenário de ensino presencial para todos os níveis, obtiveram 336 respostas, das quais 34% dizem que provavelmente colocam os filhos na escola e 27% têm a certeza que o farão, o que dá um total de 61% dos que responderam ao inquérito com resposta positiva.

No sentido oposto, 31% dos pais não pretendem que os filhos regressem às escolas (12% mostram-se certos que não colocam os filhos na escola e 19% consideram que provavelmente não enviam os filhos tendo em conta as atuais circunstâncias).

Apesar de a “maioria” considerar levar os filhos para a escola, “apenas 27% dizem que o fariam de certeza”, salientam os peritos responsáveis pela sondagem, acrescentando que “esta percentagem é mais baixa em Lisboa (22%) do que no resto do país”.

O inquérito mostra ainda que uma grande fatia dos pais quer um regime misto na abertura do escolar, que combine aulas presenciais com ensino à distância: 48%, o que significa quase metade tem esse desejo, sendo que é “particularmente defendida pelas pessoas mais escolarizadas (pais com ensino superior: 61% defendem esta medida; secundário: 57%, 3.º ciclo: 35%; abaixo do 3.º ciclo: 31%)”.

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As percentagens mostra assim que os pais que querem um sistema misto no regresso em setembro duplicam quando se compara os pais com formação superior com os que têm menos do que o 3.º ciclo, “um sinal de que a escolaridade dos pais tem uma forte influência na decisão sobre ensino à distância”, apontam os especialistas.

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