9,5% dos residentes em Portugal vive em casas sobrelotadas

Na União Europeia, 17,2% da população residente nos estados-membros vive em casas sobrelotadas. Em Portugal, os dados mais recentes (2019) apontam para 9,5% das pessoas nesta situação, ficando abaixo da média do bloco.

Simone Silva

Na União Europeia, 17,2% da população residente nos estados-membros vive em casas sobrelotadas. Em Portugal, os dados mais recentes (2019) apontam para 9,5% das pessoas nesta situação, ficando abaixo da média do bloco. É considerada sobrelotada a casa cujo tamanho e número de quartos não seja adequado ao agregado familiar.

Os dados constam de um relatório divulgado esta terça-feira pelo Gabinete de Estatística da UE, Eurostat, que mostram também o histórico português neste indicador. Nos últimos 10 anos, 2010 foi aquele em que o nosso país registou uma maior percentagem de pessoas em casas sobrelotadas, de 14,6%.



Desde essa altura a tendência tem sido decrescente, ao longo dos anos, ainda que com ligeiras oscilações. Em 2011 a mesma percentagem foi de 11,0%, no ano seguinte de 10,1%, em 2013 de 11,4%, 2014, 2015 e 2016 o valor manteve-se inalterado em 10,3%, em 2017 foi de 9,3% e em 2018 de 9,6%.

Os dados mostram ainda que o país com o valor mais elevado de população residente em casas sobrelotadas é a Roménia, registando 45,8% das pessoas nesta situação. Também Bulgária e Lituânia têm percentagens elevadas, de 41,1% e 42,2%, respetivamente.

Por sua vez, do lado oposto, o país europeu onde as pessoas vivem com mais espaço é o Chipre, uma vez que, segundo o órgão da UE, em 2019 somente 2,2% da população residente tinha como morada uma casa sobrelotada. Na mesma situação estão outros, nomeadamente Irlanda e Malta, com valores de sobrelotação que se fixam em 3,2% e 3,7%.

 

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