O Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, avança 8 dicas essenciais a seguir nesta quadra natalícia, que por si só é uma época que naturalmente se caracteriza por gastos mais avultados.
“Com a chegada do mês de dezembro as despesas aumentam necessariamente, constituindo um peso suplementar no nosso orçamento. Entre presentes, brindes e fatias douradas, a tendência é aumentar a despesa de forma a fazer face aos custos que naturalmente a época natalícia traz consigo”, comenta Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças
Para poder ajudar no planeamento desta quadra, a empresa destaca 8 dicas fundamentais para poupar neste Natal:
- Planear as compras
Antes de avançar com as compras de Natal, muitos portugueses informam-se sobre os produtos que pretendem comprar. Planear as compras não só ajuda a poupar bastante dinheiro, como também evita tempo perdido em filas. Ao definir um orçamento tendemos a ajustar as opções de compra às nossas reais capacidades financeiras.
Muitas vezes dar uma prenda mais cara não significa que a pessoa se sentirá mais feliz. Além isso, não deve esquecer-se que apesar de ser Natal, devemos ser responsáveis e evitar fazer despesas desnecessárias.
- Aproveitar as promoções
Aproveitar as diversas promoções ou cupões antes do Natal é ótimo para poupar e “arrumar” desde logo o tema das prendas, especialmente no caso de famílias numerosas. Provavelmente temos muito mais poder de escolha se comprarmos os presentes com antecedência.
Se planearmos, como aconselhamos no ponto anterior, vamos conseguir aproveitar, por exemplo, promoções como a Black Friday, e a Cyber Monday ou até mesmo outras promoções pontuais.
Muitas famílias dependem do subsídio de Natal para poderem fazer as suas compras. No entanto, se tivermos a possibilidade de tratar deste assunto o mais cedo possível, conseguimos poupar muito dinheiro e tempo.
Outra solução poderá passar por adiar estas compras para o final de dezembro, momento em que todas as lojas entram em saldos. Embora a maioria dos portugueses não considerem esta como uma opção viável, a verdade é que permite poupar muito, mas muito dinheiro. Por exemplo, pode optar-se por comprar apenas os presentes das crianças para a noite da consoada e deixar os restantes presentes para a altura dos saldos, que começam no fim de dezembro.
- Optar por comprar nas lojas online
Uma possibilidade para reduzir as despesas natalícias é optar por fazer compras online. Geralmente os preços são muito mais em conta, além de certas promoções apenas estarem disponíveis caso se efetue uma compra online. Por outro lado, se fizer as suas compras online pode utilizar comparadores de preços, que indicam se aquele produto específico a comprar está mais barato num outro lugar.
- Fazer compras em conjunto
Muitas vezes opta-se por oferecer presentes em conjunto e aproveitar para comprar um presente mais caro. Esta é uma boa alternativa se pretendemos economizar e, ao mesmo tempo, oferecer um presente que, se fosse apenas uma só pessoa a pagar, seria inviável.
- Confecionar os pratos de Natal
Uma grande fatia das despesas de Natal são precisamente as sobremesas, bolos e refeições. Mais cara ainda é a opção de encomendar comida, uma vez que se paga muito mais do que se comprarmos e confecionarmos as nossas refeições e sobremesas em casa.
Este é um bom momento para todos contribuírem e tornará o dia de Natal bem mais agradável do que passar horas intermináveis nas filas do shopping. É necessário ter em atenção que geralmente os preços aumentam na época natalícia.
- Evitar pagar as compras com cartão
Uma das possibilidades para evitar gastar tanto dinheiro nas nossas compras de Natal é tentar não pagar com o cartão de débito ou crédito. Tendo em conta que geralmente teremos de fazer as nossas compras em vários locais, é natural que percamos a noção de quanto dinheiro estamos a gastar. Assim, por forma a mantermos o controlo sobre o nosso orçamento, é aconselhável que tentemos pagar as nossas despesas natalícias em dinheiro.
Como sugestão extra, mas não menos importante, não aconselhamos compras a prestações. “No momento em que recorremos a um cartão de crédito para pagar presentes ou outras despesas natalícias (tais como sobremesas ou refeições) significa que estamos a viver acima das nossas possibilidades. É verdade que é Natal, mas o stress financeiro que estaremos a colocar sobre nós não compensa o esforço”, confirma Rui Bairrada.
Mesmo no caso de já termos vários créditos, podemos poupar ao juntar todos num crédito consolidado. As nossas prestações podem reduzir até 60%.
- Não recorrer a créditos pessoais
Os riscos do crédito ligado ao consumo são mais elevados na época natalícia. Segundo dados do Banco de Portugal, o crédito ao consumo atingiu, em julho, um recorde de 687,6 milhões de euros para novos contratos. Desde janeiro de 2019, os valores têm sido acima dos 550 milhões de euros, mostrando que as famílias continuam a recorrer muito ao crédito este ano de 2019.
O período atual ajuda a aumentar o consumo: a taxa de desemprego desceu, os salários mínimos e médios estão a aumentar, a banca tem mais liquidez e os juros estão mais baixos. Com maior poder de compra, as famílias recorrem aos bancos para financiarem as suas necessidades e desejos, levando a uma “euforia do consumo”.
Na época natalícia, é preciso acautelar este consumo, já que é uma época tradicionalmente para gastar mais. Assim, uma altura de maior consumo com crédito com juros baixos pode criar problemas de sobre-endividamento no futuro, se as despesas e os pagamentos de juros mensais não forem pensados tendo em conta o orçamento familiar.
Daí ser importante definir um orçamento para as férias de Natal e utilizar as poupanças para comprar as prendas a pronto, em vez do cartão de crédito, já que a dívida destas compras vai ter de ser paga nos próximos meses, bem como o crédito habitação, as utilidades, os transportes., entre outras despesas recorrente no nosso orçamento familiar.
- Utilizar os cartões oferta
Se não sabemos o que oferecer, podemos optar pelos cartões oferta, pois são uma boa ferramenta para manter o orçamento familiar. Se, por exemplo, estabelecer o limite de 15€ por prenda, poderá comprar um cartão presente no valor de 15€.
Além disso, a pessoa que recebe o cartão presente tem a oportunidade de ter um saldo extra que poderá gastar num presente que goste por esse valor ou utilizar o saldo numa compra importante no futuro. Podemos escolher comprar um ou vários presentes, sendo que a despesa é feita segundo o nosso orçamento familiar. Além disso, se juntarmos vários cartões, podemos comprar algo maior sem recorrer a tantas poupanças.
Assim, oferecer um cartão presente a algumas pessoas pode ter as suas vantagens: garante que cumprimos o seu orçamento familiar, dá a oportunidade ao outro de utilizar o saldo num presente que realmente queira ou numa compra no futuro próximo e podemos ainda oferecer cartões não só de lojas, mas também de espaços comerciais, aumentando mais ainda as oportunidades de gasto.




