Em Portugal, 67,2% das startups teve de reduzir custos, sendo os serviços contratados e o marketing as áreas mais afectadas pelos cortes. No geral, 59% diz estar a ver as vendas impactadas negativamente e 37,7% considera que o futuro cenário de investimento é negativo.
Sobre as medidas lançadas pelo Governo para apoiar micro e pequenas empresas, 59% garante não estar a usufruir de qualquer medida. Os dados são apresentados na mais recente vaga do estudo “O Ecossistema de Empreendedorismo Português e a COVID-19”, elaborado pela Aliados Consulting em parceria com a FES Agency.
Segundo a edição de Maio desta anáise, há, contudo, também sinais de optimismo a reter: 90,2% não levou a cabo despedimentos, 82% não reduziu salários e 44,3% está até a contratar. Face à primeira vaga, realizada há pouco menos de dois meses, o cenário é também mais positivo.
Olhando para o futuro, a história poderá ser outra. O estudo, desenvolvido a partir das respostas de 61 empreendedores, CEOs e directores, nota ainda que 49,2% das empresas tem apenas até 6 meses de capital disponível. Caso a situação de crise se prolongue, a sobrevivência poderá ficar seriamente ameaçada.
Apenas 22,95% diz ter capital disponível para mais de 13 meses. Há ainda quem considere ter condições para o negócio se manter durante 10 a 12 meses (14,75%). Quanto às vendas, 52,46% acredita que as vendas irão evoluir positivamente ao longo das próximas semanas, ao passo que 24,59% aponta para um cenário mais negativo e 22,95% para a estabilidade.
Questionados sobre o possível impacto da pandemia na avaliação da startup, 41% dos inquiridos indica que já se sente uma influência negativa. Ainda assim, 39,3% espera que a situação evolua de modo positivo em termos de investimento, ao longo das próximas semanas.









