5 conselhos para filantropos: como transformar a adversidade em oportunidade

Em tempos de crise, a filantropia encontra terreno fértil para demonstrar o seu potencial.

Executive Digest

Em tempos de crise, a filantropia encontra terreno fértil para demonstrar o seu potencial. No entanto, à medida que aumenta o número de organizações a precisar de ajuda também se intensifica a complexidade da escolha? Em que sentido devem os fundos disponíveis serem redireccionados?

Kris Putnam-Walkerly, presidente do Putnam Consulting Group, acredita que existe uma oportunidade a nascer por entre a adversidade. Especialista no apoio a filantropos e organizações do sector, a profissional acredita que a pandemia de COVID-19 representa o momento ideal para este tipo de mecenas mostrarem que estão à altura da ocasião.



Num artigo publicado na revista norte-americana CEOWORLD, sublinha que parte do seu trabalho passa por avisar os clientes quando estão a embarcar naquilo a que chama de “Altruísmo Delirante”. O objectivo é aumentar a eficácia dos donativos realizados, meta para a qual estes cinco conselhos poderão contribuir:

1 – Clarificar a estratégia. Kris Putnam-Walkerly acredita que a missão do filantropo deve manter-se a mesma independentemente das cirscuntâncias. A estratégia, por outro lado, pode sofrer alterações. Para isso, devem ser feitas perguntas como: que impacto quero ter na nossa comunidade ou no Mundo? Que relações quero ter com essa comunidade? Se pudessemos atingir o nosso objectivo ideal, qual seria?

2 – Priorizar. O segundo conselho assenta na seleccção das prioridades para os próximos quatro meses. Os filantropos devem garantir que o foco de toda a equipa está naquilo que importa, sendo que prioridades mais a longo prazo poderão ser delegadas em pessoas que continuem a dar seguimento ao tema em segundo plano. Por exemplo, um estagiário pode assegurar a pesquisa de informações ou um consultor pode ajudar a desenhar uma nova iniciativa de angariação de fundos;

3 – Expandir a capacidade. Transformar a adversidade em oportunidade quando falamos de filantropia passa também por expandir a capacidade, o que significa receber de braços abertos o teletrabalho. É crucial que a actividade continue mesmo que todas as pessoas estejam em casa: os filantropos não devem temer videochamadas com potenciais parceiros, por exemplo;

4 – Manter a rota. Kris Putnam-Walkerly sublinha que, embora seja importante adequar a operação à crise sanitária através da criação de uma bolsa de emergência, por exemplo, as organizações dedicadas à filantropia não devem mudar por completo o foco. As iniciativas não devem, de um momento para o outro, serem todas redireccionadas para o controlo de doenças infecciosas;

5 – Ser o filantropo que se quer ser. Perante tempos de crise, os filantropos e organizações dedicadas a esta área podem reiventar-se ou concretizar sonhos antigos, por exemplo. A adversidade também pode revelar as suas verdadeiras capacidades e recursos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.