Nas primeiras duas semanas de Abril, existiam já quase 32 mil pessoas desempregas (até ao dia 14), mais 10% face ao período homólogo, devido à pandemia de Covid-19. Só que um terço não irá receber ao subsídio de desemprego, escreve o “Dinheiro Vivo” (DV), citando dados publicados na quinta-feira pelo gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério do Trabalho.
De acordo com o “DV”, esta é a maior subida registado no nível de desemprego de sempre: são mais 31.955 inscritos nos centros de emprego.
O jornal lembra que é necessária inscrição no centro de emprego para pedir o subsídio de desemprego e que muitos não estão a requerê-lo, o que poderá indicar que não cumprem o período mínimo de descontos à Segurança Social necessário para aceder ao apoio.
Os dados da tutela mostram que apenas 22.452 desempregados pediram o subsídio de desemprego. Fora destas contas ficam 9503 pessoas, ou seja, 30% dos novos desempregados registados.
Porém, segundo o “DV”, o número de subsídios aprovados durante este mesmo período ficou em 10.224, menos de metade do número de pedidos feitos.
Os últimos dados do Ministério do Trabalho sobre o número de trabalhadores alvo de despedimento colectivo mostram ainda que, no primeiro trimestre, estavam a subir perto de 46%, para 1414, aos quais se somam 491 nos primeiros 14 dias de Abril.
A nível global, a pandemia de Covid-19 já causou mais de 145 mil mortos e infectou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Portugal regista, neste momento, 629 óbitos por Covid-19, mais 30 do que ontem, e 18.841 pessoas infectadas (+750). Os dados constam do último boletim epidemiológico divulgado esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde.




