Atenção, utentes: transportes municipais de seis concelhos do país fazem hoje greve

Os trabalhadores demonstraram que “estão com muita determinação, mobilizados para o dia de greve, na sexta-feira, e mobilizados para lutar pelos seus direitos e para a valorização da carreira”, disse à agência Lusa a presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL)

Executive Digest
Outubro 10, 2025
6:15

Os trabalhadores dos transportes municipais de seis concelhos vão avançar esta sexta-feira para greve, um protesto pela reposição das carreiras em que a presidente do STAL, Cristina Torres, espera haver uma adesão na ordem dos 100%.

Em causa estão os concelhos do Barreiro, Bragança, Coimbra, Nazaré, Portalegre e Sintra.

Os trabalhadores demonstraram que “estão com muita determinação, mobilizados para o dia de greve, na sexta-feira, e mobilizados para lutar pelos seus direitos e para a valorização da carreira”, disse à agência Lusa a presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL).

Os trabalhadores exigem a manutenção dos serviços públicos municipais ou municipalizados de transporte coletivo; a reposição das carreiras profissionais, nomeadamente a de agente único nos transportes municipalizados; um aumento dos salários não inferior a 15%, num mínimo de 150 euros; o aumento do subsídio de refeição para 10,5 euros diários; a atribuição do Suplemento de Penosidade e Insalubridade; o respeito pelo gozo integral dos dias de férias e a melhoria das condições de trabalho.

Os trabalhadores que exercem as funções de agentes únicos e das oficinas que exercem a profissão de mecânico viram as carreiras específicas integradas, em 2008, na carreira geral de assistente operacional.

Em causa estão milhares de trabalhadores daqueles seis municípios que “têm visto as condições de trabalho degradar-se”, sem valorização salarial, “pois há muitos anos ganham o salário mínimo, apesar da responsabilidade ter aumentado”, alertou Francisco Marcos.

O sindicalista deu conta que “há trabalhadores com 20 anos de carreira que têm o mesmo salário”.

Na origem da luta está a desvalorização da profissão, designadamente dos Agentes Únicos e os trabalhadores das oficinas que exercem a profissão de mecânico, cujas carreiras específicas foram “amassadas” com a implementação da Lei 12-A/2008, as integrou na carreira geral de Assistente Operacional.

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