10 erros humanos que podem provocar um acidente

Muitos dos acidentes de trânsito são provocados por erro humano, e uma grande parte seria facilmente evitável.

Executive Digest

Muitos dos acidentes de trânsito são provocados por erro humano, e uma grande parte seria facilmente evitável. O excesso de velocidade, o uso do telemóvel ou mesmo comer ao volante são alguns dos maus hábitos que muitos condutores adquirem ao longo do tempo e que podem causar acidentes graves. Mas estes, bem como o consumo de álcool ou drogas, são os mais conhecidos. Existem outros erros mais subtis que podem provocar um acidente.

O site britânico Autocar fez uma lista das coisas mais perigosas que podemos fazer ao volante de um automóvel, tendo por base relatórios de empresas de segurança especializadas no setor. Aqui ficam algumas delas.



 

1. Conduzir com headphones

Ouvir música a partir dos headphones quando o rádio se avaria pode parecer uma boa alternativa, mas não é. Os headphones têm a capacidade de isolar o som de uma forma muito mais eficaz do que as colunas do carro, o que significa que ao utilizá-los, facilmente poderá não ouvir sons importantes para sua segurança e a dos outros condutores.

Para resolver o problema, é melhor ter no carro uma coluna de som Bluetooth.

 

2. Não descansar o suficiente

O descanso é essencial para uma condução segura, mas nem sempre temos o cuidado de evitar conduzir quando estamos cansados ou fazer várias paragens em viagens longas. Um estudo desenvolvido nos EUA concluiu que conduzir um automóvel depois de uma noite de apenas cinco horas de sono é tão perigoso como conduzir sob o efeito de álcool. E a solução não está no café. O melhor é mesmo descansar o suficiente.

 

3. Conduzir sem cinto de segurança

Nunca é boa ideia conduzir sem cinto, mas pode ser ainda mais perigoso num carro equipado com airbags, como é o caso da quase totalidade dos veículos em estrada hoje em dia. Em caso de colisão, o condutor é projetado em direção ao volante, ao mesmo tempo que o airbag dispara na direção oposta. A receita certa para o desastre.

Além disso, todo o design do carro se baseia na ideia de que os ocupantes estão numa posição fixa em caso de colisão. Se esta condicionante se alterar, toda a segurança é colocada em causa. 

 

4. Depender demasiado de ajuda tecnológica

Algumas funcionalidades eletrónicas dos veículos atuais, como o cruise control ou a travagem automática de emergência podem ajudar a manter a segurança do condutor, mas não o tornam autónomo. Mesmo que o carro “saiba” quando travar ou manter a velocidade, isso não significa que se torne dispensável ter as mãos no volante e os olhos na estrada. 

O mesmo se aplica aos sensores de estacionamento. Apesar dos sinais sonoros e da câmara, é sempre boa ideia olhar diretamente para o local onde se está a estacionar e usar os acessórios como uma ajuda, mas não como uma garantia de estacionamento seguro.

 

5. Distrações com o sistema de infoentretenimento

Qualquer carro novo disponível hoje no mercado tem um sistema de infoentretenimento muito completo e de fácil acessibilidade, mas este é um enorme fator de distração se o formos usar enquanto estamos a conduzir.

O melhor é configurar o que for preciso antes de conduzir, reduzindo a interação ao mínimo, como controlar o volume ou mudar a estação de rádio em viagem. Caso precise fazer alguma coisa enquanto está a conduzir e não encontre de imediato o que precisa, a solução segura é encostar, e não ficar a olhar para o ecrã durante muito tempo.

 

6. Não manter a distância de segurança

É um clássico da má condução. Quando o carro à nossa frente não circula à velocidade que nós gostaríamos, “colamo-nos” à traseira do veículo até que o condutor da frente mude de faixa.

Esta solução, muito usada por alguns condutores, é a via mais fácil para provocar um acidente evitável, visto que se surgir uma qualquer condição na estrada que obrigue o condutor da frente a desacelerar, o mais provável é que se dê uma colisão porque a distância de segurança é demasiado curta.

 

7. Usar uma qualquer funcionalidade do telemóvel

Falar ao telemóvel enquanto se conduz é perigoso. Mas há coisas ainda piores, como enviar mensagens, consultar o e-mail ou jogar jogos, por exemplo. O telemóvel é uma fonte inesgotável de distrações e, por isso, deve ser evitado enquanto se conduz, seja para que finalidade for. O mundo lá fora não para enquanto estamos a olhar para um ecrã – e a interagir com ele.

 

8. Ignorar sinais de alerta

O painel de instrumentos do veículo apresenta um conjunto de informações que pode não variar muito no decorrer dos dias. Mas quando existem informações novas, nomeadamente alertas vermelhos, são sinais de que algo não está bem com o veículo, nomeadamente no que diz respeito à segurança. Conheça a iconografia e tome medidas imediatas quando surgem sinais de alerta como o aviso de mudança de óleo ou de bateria, por exemplo.

 

9. Conduzir a uma velocidade desadequada

Todos sabemos que o excesso de velocidade é uma causa comum de acidentes, mas o oposto pode ser igualmente perigoso. Conduzir abaixo dos limites legais pode provocar acidentes, e é por isso que existe sinalização nesse sentido. Os especialistas em segurança dizem que o risco de conduzir demasiado devagar é agravado por causar confusão e desorganização.

Por outro lado, um carro em movimento lento numa autoestrada pode ser um risco também para os outros condutores, que mesmo que se encontrem a circular a uma velocidade permitida, podem não ter tempo para travar e evitar um acidente.

 

10. Descansar os pés no tablier

Este é um erro de muitos passageiros do banco dianteiro, permitido pelos condutores. Recostar o banco e descansar os pés no tablier é perigoso no sentido em que praticamente todos os veículos têm airbags de passageiros prontos a “explodir” em caso de colisão. Imagine as lesões em que pode incorrer um passageiro que tenha os pés no local onde o airbag pode disparar. Estar envolvido num acidente já é suficientemente mau. Não o torne pior.

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