Ensaio VW Taigo: Quando as modas ditam as leis do mercado

Para onde aponta este modelo? Público jovem, irreverente e urbano, num modelo que nasceu no Brasil como Nivus e que foi um sucesso de vendas

Executive Digest

Por Jorge Farromba

Tenho 55 anos e quando era jovem usava os Sanjo, vestia Kispo e o Datsun do meu Pai nem a cor nem os extras puderam ser escolhidos! Foram os primórdios daquilo que, em marketing se denominou a a Era da Produção ou Marketing 1.0 onde ficou célebre a frase de Henry Ford “Qualquer cliente pode ter o carro da cor que quiser, desde que seja preto.”



Passaram os anos e hoje o marketing – 4.0 – está totalmente ficado no cliente. O ideal é a empresa (conseguir) comunicar cliente a cliente e, isso obriga-as a reinventarem-se.

E o que tem isso a ver com o Taigo? Tudo!

Atualmente a moda são os SUV. As “carrinhas” desapareceram. Mas, mesmo dentro dos SUV podemos optar pelo desenho mais clássico ou pelo desenho coupé. E, num sector que se reinventa diariamente e que necessita de vendas, o melhor remédio é mesmo criar as várias realidades.

Não se estranha por isso que a VW com dois SUV já próximos do Taigo, inserido no segmento B – T-Cross e T-Roc (T – designação VW para estes modelos) lance um modelo com a aparência mais coupé ou, como foi referido na apresentação nacional – CUV.

E já agora, para onde aponta este modelo? Público jovem, irreverente e urbano, num modelo que nasceu no Brasil como Nivus e que foi um sucesso de vendas.

Numa apresentação nacional do modelo – muito bem construída pela VW – depois corroborada pelo “ensaio” estático permitiu compreender a evolução deste tipo de modelos, seja na qualidade do produto e nos detalhes com que se pretendem nivelar por cima do segmento – ou não tivesse como concorrência o bem sucedido Hyundai e Peugeot que, nos estudos de mercado, a marca verificou que este público também se revê nas viaturas mais equipadas deste segmento.

Daí que este modelo que partilha plataforma com o Polo e T-Cross, faz que não registe grandes alterações no espaço a bordo, se bem que a capacidade da bagageira seja aqui de mais de 430 litros, maior do que os seus primos.

Desaparecem também as motorizações a diesel e surgem os motores 1.0 (95Cv ou 110 cv) e o 1.5 (150cv) com o preço a iniciar-se nos 23.000€ até perto dos 28.000€ (as tais versões mais equipadas que os clientes gostam).

Uma última nota…. ou melhor duas!

1. Gostei do produto; da estética, das soluções incorporadas em termos de tecnologia e do interior;
2. Com esta diversidade de soluções de uma marca para um mesmo segmento permite que, em termos de rentabilidade do produto exista uma maior probabilidade de ser ganhos, dado que permite rentabilizar ao máximo uma mesma plataforma em termos de vendas.

Afinal não é só o marketing que ganha! São todos!

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