O volume de negócios da Ifthenpay aumentou 16% em 2025, para 8,13 milhões de euros, enquanto o lucro bruto aumentou 21% para 2,8 milhões de euros, anunciou hoje a empresa de pagamentos.
Em comunicado, a empresa registou que o valor de pagamentos movimentados cresceu 16%, ficando próxima de 1.800 milhões de euros.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 21% para 2,8 milhões de euros.
Num almoço com a comunicação social, em Lisboa, o cofundador e copresidente executivo Filipe Moura atribuiu o crescimento de 21% do EBITDA, acima dos 16% do volume de negócios, a ganhos de eficiência operacional e maior escala de negócio.
Em 2025, o número de entidades aderentes aos serviços da empresa de Santa Maria da Feira cresceu 10% para 33.000, enquanto o número de trabalhadores aumentou 20% para 25 funcionários.
No ano passado, a empresa concluiu ainda a mudança de instalações, para o Feira Park, em Santa Maria da Feira, que tem espaço para acolher o dobro da equipa atual.
Filipe Moura e o cofundador e copresidente executivo Nuno Breda destacaram ainda o aumento dos pagamentos presenciais, que subiram 34%, refletindo a adesão à solução de TPA, lançada em 2025 e que deverá ser internacionalizada este ano.
Os dois responsáveis, que mantêm, cada um, 10% da empresa — os restantes 80% foram adquiridos pela polaca Payten em 2023 –, atribuíram o crescimento contínuo da empresa nos últimos anos ao seu modelo de negócio e à oferta de produtos para pequenas e médias empresas, que continuam com o seu produto enquanto crescem.
Questionados sobre o crescimento abaixo do perspetivado no ano passado, os dois responsáveis atribuíram-no a fenómenos como as tarifas aplicadas pela administração norte-americana, que mudaram o panorama de consumo.
Nuno Breda e Filipe Moura insistiram que o crescimento tem sido cauteloso e que a empresa é “criteriosa na escolha dos clientes” — como a exclusão de casas de jogo –, algo que, dizem, contribui para os seus índices de confiança.
Os dois copresidentes esperam uma aceleração da expansão internacional este ano, em particular em Espanha, tendo assegurado que os planos passam apenas pelo espaço europeu.
Sobre a regulamentação, Filipe Moura e Nuno Breda estimaram que cerca de 20% dos gastos tenham sido em ‘compliance’, normas de boa prática.
Para 2026, os gestores esperam alcançar um crescimento de dois dígitos em todos os indicadores e ultrapassar os 10.000 milhões de euros em pagamentos processados desde a sua fundação, estimando movimentar cerca de 2.100 milhões de euros este ano.







