Venezuela: Trump defende ser preciso “fazer alguma coisa” também contra narcotráfico no México

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, defendeu hoje que será necessário “fazer alguma coisa” contra o narcotráfico no México, reiterando que são os cartéis de droga a governar aquele país.

Executive Digest com Lusa
Janeiro 3, 2026
17:34

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, defendeu hoje que será necessário “fazer alguma coisa” contra o narcotráfico no México, reiterando que são os cartéis de droga a governar aquele país.

Em entrevista à Fox News, após a operação de hoje na Venezuela, Trump esclareceu que a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, não foi uma mensagem para a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, que descreveu como sendo sua “amiga” e “uma boa mulher”, mas ressalvou que não é ela quem governa o país, mas os cartéis de droga.

Citado pela agência espanhola EFE, Donald Trump revelou que sugeriu “muitas vezes” à homóloga mexicana a possibilidade de o exército norte-americano acabar com o narcotráfico no país, mas que Claudia Sheinbaum pediu que não o fizesse.

Trump disse já terem morrido centenas de milhares de pessoas nos Estados Unidos por causa das drogas, que, segundo o próprio, entram principalmente pela fronteira com o México.

“Caso não saibam, elas [drogas] entram pela fronteira no sul. Teremos que tomar medidas em relação ao México”, atirou.

Ao chegar ao poder há quase um ano, Trump classificou os principais cartéis de tráfico de drogas mexicanos como grupos terroristas estrangeiros e anunciou tarifas sobre as exportações mexicanas e canadenses em retaliação ao tráfico de fentanil.

O Governo de Claudia Sheinbaum ofereceu cooperação com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico e à migração irregular, mas ressalvou que a soberania territorial do México é intocável.

Donald Trump anunciou ter realizado hoje, “com sucesso, um ataque em grande escala contra a Venezuela” e ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua mulher.

Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país e garantiu que Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, estão detidos no navio anfíbio USS Iwo Jima e a caminho de Nova Iorque, para serem julgados por tráfico de droga.

Washington “não prevê nenhuma ação suplementar na Venezuela agora que Maduro foi detido”.

O Governo venezuelano denunciou a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.

A comunidade internacional tem-se manifestado sobre o ataque, dividindo-se entre condenações aos Estados Unidos e saudações pela extração de Nicolás Maduro.

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