Ucrânia: Estónia insta países a proibir entrada de combatentes russos no Espaço Schengen

A Estónia instou os Estados-membros da União Europeia (UE) a seguirem o seu exemplo e proibirem a entrada no Espaço Schengen de qualquer cidadão russo que tenha combatido contra a Ucrânia.

Executive Digest com Lusa
Janeiro 28, 2026
0:41

A Estónia instou os Estados-membros da União Europeia (UE) a seguirem o seu exemplo e proibirem a entrada no Espaço Schengen de qualquer cidadão russo que tenha combatido contra a Ucrânia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros estónio, Margus Tsahkna, falava após se ter reunido com o seu homólogo dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, que acompanha o Rei Frederico X e a rainha Mary da Dinamarca numa visita de dois dias à Estónia.

O chefe da diplomacia da Estónia apontou para a decisão tomada em 13 de janeiro pelo ministro do Interior do país báltico, Igor Taro, de incluir 261 combatentes russos numa lista negra e proibi-los de entrar no Espaço Schengen através da Estónia.

“A Estónia adicionou recentemente os primeiros 261 combatentes russos que lutaram na Ucrânia à lista de proibição de entrada no Espaço Schengen, e agora estamos a trabalhar para garantir que esta proibição é alargada a todos aqueles que lutaram pela Rússia na Ucrânia”, explicou Tsahkna.

“Uma cooperação mais estreita entre os países é essencial neste sentido”, acrescentou, salientando que “os combatentes com experiência na linha da frente, incluindo os libertados das prisões e os indivíduos com atitudes hostis em relação à Europa, não têm lugar numa Europa livre”.

Ao anunciar a lista negra, o ministro do Interior da Estónia citou o perigo de os combatentes russos da guerra na Ucrânia se envolverem em atividades criminosas ou trabalharem para os serviços de informações russos, e apontou para um alegado aumento de crimes graves na Rússia ligados a indivíduos que regressam da linha da frente.

Na sua conversa com o ministro dinamarquês, Tsahkna destacou os laços estreitos entre os dois aliados da NATO e abordou a questão da segurança no território autónomo dinamarquês da Gronelândia, na sequência do acordo preliminar alcançado entre o Presidente norte-americano e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, para resolver a crise desencadeada pelas ambições de anexação por Donald Trump.

“Enquanto aliados da NATO, a Estónia e a Dinamarca estão empenhados em abordar todos os desafios de segurança que a Aliança enfrenta de forma conjunta e coordenada, quer em relação à região do mar Báltico, à Gronelândia e ao Ártico em geral, quer ao flanco sul da NATO. Apoiamos a abordagem de 360 graus da NATO e trabalhamos para garantir o objetivo central da Aliança, a defesa de todo o território aliado”, destacou Tsahkna.

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