Trump prepara Conselho de Paz para Gaza e avalia intervenção no Irão em reunião esta terça-feira

Conselho de Paz, que será liderado por Trump, deverá incluir 15 líderes internacionais, entre os quais representantes do Egito, do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos, do Reino Unido, da Alemanha e de Itália

Francisco Laranjeira
Janeiro 13, 2026
6:30

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se esta terça-feira com altos funcionários do seu governo para definir a resposta americana à repressão aos protestos no Irão e anunciar um Conselho de Paz para Gaza, como parte do seu plano de reconstrução do enclave palestino, devastado pela guerra.

O Conselho de Paz, que será liderado por Trump, deverá incluir 15 líderes internacionais, entre os quais representantes do Egito, do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos, do Reino Unido, da Alemanha e de Itália. O objetivo é preparar a criação de um Governo palestiniano tecnocrático para supervisionar a reconstrução de Gaza, após o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025, que não impediu ataques quase diários de Israel contra o território, causando mais de 71 mil mortos desde outubro de 2023.

Segundo a académica palestino-americana Bishara Bahbah, os nomes do comité palestino serão anunciados após uma reunião de fações no Cairo, ainda esta semana. A formação do conselho surge em paralelo com uma situação de extrema tensão na Cisjordânia, onde ataques de colonos israelitas aumentaram 25% em 2025, resultando em pelo menos 845 incidentes, 200 feridos e quatro mortos.

Em relação ao Irão, Trump vai avaliar medidas que vão desde sanções adicionais e apoio a fontes antigovernamentais online até ataques militares e uso de armas cibernéticas secretas, à medida que os protestos no país provocam centenas de mortes e milhares de detenções. De acordo com a agência ‘HRANA’, pelo menos 466 pessoas já morreram desde o início dos protestos, enquanto o governo iraniano mantém um bloqueio das comunicações, dificultando a verificação independente dos números.

O presidente afirmou recentemente que Teerão o convidou para negociar o controverso programa nuclear, mas sublinhou que poderá agir militarmente caso a situação se agrave antes de qualquer reunião. A administração americana enfrenta alertas de aliados regionais, incluindo Israel, sobre os riscos de retaliação em caso de intervenção direta.

Especialistas apontam que os anúncios desta terça-feira terão impacto imediato na política internacional, influenciando tanto a reconstrução de Gaza como a estabilidade regional no Médio Oriente e a relação com Teerã, numa altura em que a região ainda recupera da guerra de junho de 2025, marcada por bombardeamentos de instalações nucleares iranianas por Israel e pelos EUA.

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