O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se esta terça-feira com altos funcionários do seu governo para definir a resposta americana à repressão aos protestos no Irão e anunciar um Conselho de Paz para Gaza, como parte do seu plano de reconstrução do enclave palestino, devastado pela guerra.
O Conselho de Paz, que será liderado por Trump, deverá incluir 15 líderes internacionais, entre os quais representantes do Egito, do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos, do Reino Unido, da Alemanha e de Itália. O objetivo é preparar a criação de um Governo palestiniano tecnocrático para supervisionar a reconstrução de Gaza, após o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025, que não impediu ataques quase diários de Israel contra o território, causando mais de 71 mil mortos desde outubro de 2023.
Segundo a académica palestino-americana Bishara Bahbah, os nomes do comité palestino serão anunciados após uma reunião de fações no Cairo, ainda esta semana. A formação do conselho surge em paralelo com uma situação de extrema tensão na Cisjordânia, onde ataques de colonos israelitas aumentaram 25% em 2025, resultando em pelo menos 845 incidentes, 200 feridos e quatro mortos.
Em relação ao Irão, Trump vai avaliar medidas que vão desde sanções adicionais e apoio a fontes antigovernamentais online até ataques militares e uso de armas cibernéticas secretas, à medida que os protestos no país provocam centenas de mortes e milhares de detenções. De acordo com a agência ‘HRANA’, pelo menos 466 pessoas já morreram desde o início dos protestos, enquanto o governo iraniano mantém um bloqueio das comunicações, dificultando a verificação independente dos números.
O presidente afirmou recentemente que Teerão o convidou para negociar o controverso programa nuclear, mas sublinhou que poderá agir militarmente caso a situação se agrave antes de qualquer reunião. A administração americana enfrenta alertas de aliados regionais, incluindo Israel, sobre os riscos de retaliação em caso de intervenção direta.
Especialistas apontam que os anúncios desta terça-feira terão impacto imediato na política internacional, influenciando tanto a reconstrução de Gaza como a estabilidade regional no Médio Oriente e a relação com Teerã, numa altura em que a região ainda recupera da guerra de junho de 2025, marcada por bombardeamentos de instalações nucleares iranianas por Israel e pelos EUA.














