Trump está com ideias de enviar mísseis Tomahawk para a Ucrânia? Rússia deixa aviso sério

A Rússia emitiu um aviso contundente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de envio de mísseis de cruzeiro Tomahawk para a Ucrânia. O Kremlin advertiu que tal decisão provocaria uma resposta “apropriada” de Moscovo, dado que colocaria as suas forças dentro do alcance direto das capacidades militares de Kyiv.

Pedro Gonçalves
Outubro 2, 2025
12:23

A Rússia emitiu um aviso contundente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de envio de mísseis de cruzeiro Tomahawk para a Ucrânia. O Kremlin advertiu que tal decisão provocaria uma resposta “apropriada” de Moscovo, dado que colocaria as suas forças dentro do alcance direto das capacidades militares de Kyiv.

A declaração foi feita pelo porta-voz do Presidente russo, Vladimir Putin, Dmitry Peskov, durante uma conferência de imprensa regular, segundo noticiou a agência estatal russa TASS.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou formalmente a Trump o fornecimento destes mísseis de longo alcance, uma medida que visa reforçar a capacidade ofensiva da Ucrânia contra as forças russas. A iniciativa surge num contexto em que os esforços diplomáticos norte-americanos, conduzidos por Trump, para mediar um cessar-fogo e um acordo de paz no conflito, têm registado poucos avanços concretos.

Fontes indicam que a proposta inclui não apenas o fornecimento dos Tomahawk, mas também apoio estratégico na forma de partilha de inteligência entre os Estados Unidos e a Ucrânia, permitindo ataques mais profundos em território russo.

Dmitry Peskov salientou ainda que os relatórios mediáticos sobre a partilha de informação de inteligência entre Washington e Kyiv “não surgem do nada”. Segundo a agência estatal RIA, Peskov sublinhou que tanto os Estados Unidos como a NATO têm fornecido constantemente inteligência à Ucrânia, reforçando as capacidades militares ucranianas.

“A contínua partilha de informação militar com Kyiv é um facto e está a alterar a dinâmica do conflito”, disse Peskov, acrescentando que Moscovo acompanha “com atenção e preocupação” estes desenvolvimentos.

Especialistas apontam que o envio de mísseis Tomahawk representaria uma mudança significativa no equilíbrio estratégico do conflito, elevando substancialmente o risco de escalada militar. Moscovo vê esta proposta não apenas como um reforço direto das capacidades ucranianas, mas também como um ato que poderá colocar em causa a estabilidade regional.

Por seu lado, a administração Trump ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o pedido, estando a avaliar o impacto político e militar da medida. O presidente norte-americano tem vindo a intensificar esforços diplomáticos para avançar com um cessar-fogo, mas as conversações até ao momento não produziram resultados significativos.

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