Tribunal espanhol reabre investigação sobre a morte do fundador da Mango

Em janeiro, o juiz de instrução encerrou a investigação após receber o relatório da autópsia e não encontrar nenhuma evidência de atividade criminosa na morte. O acidente continua sendo a principal hipótese dos investigadores

Francisco Laranjeira
Março 4, 2025
12:29

O Tribunal de Primeira Instância e Instrução de Martorell (Barcelona) reabriu o inquérito sobre o morte do fundador da Mango, Isak Andic, que faleceu a 14 de dezembro último após uma queda de 150 metros num trilho nas Cuevas del Salntre em Collbató, no maciço de Montserrat (Barcelona), com o seu filho mais velho.

De acordo com a publicação ‘El Periódico’, o tribunal ordenou a reabertura do inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte do empresário, de 71 anos. Os investigadores do Mossos d’Esquadra sustentaram que a morte de Andic foi acidental, mas precisam de concluir o boletim de ocorrência, para o qual analisarem o telefone do falecido, encontrado no dia seguinte, e recolheram depoimentos de várias testemunhas que estavam no local.

A reabertura, salientou a publicação ‘El Periódico’, ocorreu após o encerramento provisório do inquérito em janeiro último, quando a juíza não encontrou indícios de crime na morte de Andic, ao receber o laudo da autópsia e o boletim de ocorrência original.

Nascido em Istambul em 1953, Isak Andic mudou-se para Barcelona com a família aos 14 anos e depois de ingressar no setor da moda através das vendas a retalho, viria a fundar em 1984 a Mango, empresa que se tornou uma das líderes do setor. Andic foi classificado como o 5º na lista da ‘Forbes’ das pessoas mais ricas de Espanha, com um património líquido estimado em 4,5 mil milhões de euros.

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