Tempestade Marta: Governo alerta para “horas de muita tensão” e risco de cheias e derrocadas

O fenómeno meteorológico deverá entrar pelo sul do país, afetando a zona entre Sines e Lisboa.

Executive Digest
Fevereiro 6, 2026
16:36

A ministra do Ambiente alertou esta sexta-feira para o impacto da tempestade Marta, a quarta a atingir Portugal nas últimas semanas, avisando que a situação poderá ser “muito, muito difícil”. Maria da Graça Carvalho deixou o aviso durante uma visita à sede da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sublinhando a necessidade de preparação para os efeitos da nova intempérie.

Segundo a governante, a tempestade deverá atingir o território nacional entre o final do dia de hoje e a manhã de amanhã. O fenómeno meteorológico deverá entrar pelo sul do país, afetando a zona entre Sines e Lisboa.

A ministra explicou que a tempestade deverá abranger várias bacias hidrográficas, nomeadamente a do Sado, do Tejo e do Mondego. Entre as zonas que suscitam maior preocupação está Alcácer do Sal, na bacia do Sado, uma área que, segundo Maria da Graça Carvalho, já foi fortemente afetada pelas recentes condições meteorológicas.

“Há muita preocupação com a zona do Sado, com Alcácer do Sal, que já está muito martirizada”, afirmou a responsável aos jornalistas.

Solos saturados aumentam risco de derrocadas

Maria da Graça Carvalho alertou ainda que a situação atual dos solos agrava os riscos associados à nova tempestade. De acordo com a ministra, os terrenos encontram-se saturados de água, o que aumenta a probabilidade de derrocadas e outras ocorrências associadas ao mau tempo.

“Vamos ter novamente horas de muita tensão e muito trabalho. Temos de nos preparar para as consequências da Marta”, afirmou, acrescentando que o Governo está a desenvolver esforços para minimizar os impactos da tempestade.

Durante a visita à APA, a ministra destacou também o trabalho desenvolvido na gestão das barragens desde o início do ano. Maria da Graça Carvalho explicou que foram realizadas descargas preventivas para reduzir o risco de cheias.

“Para terem a noção, desde janeiro até ao princípio destas tempestades, as nossas barragens descarregaram mais do que um ano de água consumida pelos portugueses. E ainda bem que o fizemos porque só assim tem sido possível que não tenha havido uma grande, grande cheia”, afirmou.

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