Stellantis quer transformar produção automóvel com IA e anuncia parceria com Accenture e Nvidia

A Stellantis anunciou uma parceria estratégica com a Accenture para acelerar a adoção de inteligência artificial na produção industrial, recorrendo às tecnologias da Nvidia.

André Manuel Mendes

A Stellantis anunciou uma parceria estratégica com a Accenture para acelerar a adoção de inteligência artificial na produção industrial, recorrendo às tecnologias da Nvidia.

A iniciativa pretende transformar a rede global de fábricas da fabricante automóvel através da utilização de réplicas digitais alimentadas por IA e dados em tempo real.

Segundo as empresas, o projeto irá combinar a experiência industrial da Stellantis com as capacidades de IA física e fabrico digital da Accenture, bem como com as bibliotecas Omniverse e a computação acelerada da NVIDIA, para criar ambientes de produção virtual de próxima geração.

Francesco Ciancia, diretor de Produção da Stellantis, afirmou que a empresa está a “lançar as bases para a próxima geração de fabrico”, através da integração de réplicas digitais, inteligência artificial e simulação avançada. O responsável destacou ainda que a iniciativa permitirá antecipar problemas, acelerar decisões e reforçar a melhoria contínua dos sistemas de produção.

Também Tracey Countryman, diretora global de Cadeia de Abastecimento e Engenharia da Accenture, sublinhou que o grande desafio da indústria transformadora passa atualmente por escalar a utilização da IA em operações complexas, de forma a gerar valor mensurável para o negócio.

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A Stellantis prevê utilizar réplicas virtuais de alta fidelidade das suas fábricas para otimizar operações em tempo real, validar processos antes da implementação física, reforçar o controlo de qualidade e reduzir riscos nas operações de fabrico.

Os primeiros projetos-piloto deverão arrancar em fábricas da América do Norte já em 2026, servindo de base para avaliar a escalabilidade da solução em toda a rede industrial do grupo automóvel.

A parceria pretende ainda explorar sistemas de otimização em circuito fechado, permitindo que os ambientes virtuais e físicos de produção partilhem informação e se ajustem continuamente. As empresas admitem que esta abordagem poderá acelerar a transição para modelos de produção mais autónomos, preditivos e definidos por software.

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