O programa português de aceleração em cibersegurança Cybertech Acceleration, que arranca a 23 de fevereiro, vai levar 12 startups em busca de internacionalização para uma imersão em Silicon Valley.
Esta é a segunda edição do programa liderado pela Incubou, uma incubadora sediada em Vila Nova de Gaia, e a primeira vez que a aceleração passa pela Califórnia, incluindo uma visita à Apple e uma sessão na Google sobre Inteligência Artificial.
“O objetivo é conhecer a mentalidade do vale e entender como funciona”, disse à Lusa Thiago Vieira, fundador da Incubou, referindo que os empreendedores vão em busca de parceiros, oportunidades de internacionalização e ‘networking’.
“Existem quatro startups que estão em busca de investimento, então o objetivo é também aproximá-las de potenciais capitais de risco e investidores do próprio Vale do Silício, que possam estar interessados na solução”, indicou o responsável.
As startups selecionadas para a aceleração são a Cyberx, Vulneri, Foco em Sec, Bythelaw, Evidencify, Cybermentor, Blueauth, Resh, Limanade, Cittadino, Securenova e Prepara. São especialistas nas áreas de segurança digital, ‘compliance’ e questões regulatórias em cima de cibersegurança.
Um dos principais critérios para a escolha foi a tração dos produtos e a capacidade de se internacionalizarem. O programa optou por equipas que já têm um produto mínimo viável validado e conseguem provar o valor da solução.
“Senão, a visita a um ecossistema como o Vale do Silício pode ser um pouco frustrante, porque não têm nada para mostrar, nada que seja de valor e fica um pouco difícil a entrada no mercado”, explicou o responsável.
“É muito focado na parte de capacitação, angariação de investimento e ‘networking’. São esses os três pilares”, resumiu o fundador da Incubou.
O Cybertech Acceleration tem o apoio do PRR — Plano de Recuperação e Resiliência e, segundo explicou Thiago Vieira, conseguiu ter já um impacto positivo.
“Tivemos uma primeira edição com vários resultados muito interessantes”, indicou. “Conseguimos aumentar a faturação das startups e conseguimos investimento para as startups. É um programa 100% focado em cibersegurança”, acrescentou.
Esse é, considerou o responsável, um fator de destaque num universo nacional de aceleração muito virado para ‘fintechs’ e turismo. “Não existia, até ao momento, um programa que realmente ajudasse mais a fomentar o ecossistema de cibersegurança”.
A segunda edição terá a duração de dois meses e inclui a mentoria de Krystel Leal, que está radicada em Silicon Valley.
A imersão na Califórnia também terá idas ao Plug and Play e Circuit Launch, visitas à Nvidia e Salesforce, uma sessão com a CrowdStrike, reuniões com ‘business angels’ e capitais de risco e ainda uma receção no Consulado de Portugal em São Francisco.
O início está marcado para 23 de fevereiro e a imersão em Silicon Valley acontecerá no final de maio.














