Sondagem: Seguro lidera com folga na corrida a Belém. Margem de recuperação de Ventura muito reduzida

O último debate entre os dois candidatos está marcado para esta noite, às 20h30, com transmissão em direto nos três principais canais de televisão, podendo ainda influenciar parte do eleitorado.

Executive Digest
Janeiro 27, 2026
13:42

António José Seguro parte para a segunda volta das eleições presidenciais com uma vantagem expressiva sobre André Ventura, segundo a sondagem diária da Pitagórica para o JN, TSF, TVI e CNN. O candidato socialista reúne 60,9% das intenções diretas de voto, enquanto o líder do Chega surge com 26,5%, uma diferença de 34 pontos percentuais a menos de duas semanas da votação.

O estudo indica ainda que há apenas 7,3% de indecisos e 5,3% de eleitores que admitem votar em branco ou nulo, o que reduz significativamente a margem de recuperação para Ventura.

Depois de ter obtido 31,1% na primeira volta, António José Seguro entra na reta final da campanha em posição confortável. Além da vantagem nas intenções de voto, o socialista apresenta também maior firmeza do eleitorado: apenas 2,8% dos seus potenciais votantes admitem poder mudar de opinião.

André Ventura, que alcançou 23,5% na primeira volta, poderá subir ligeiramente face a esse resultado, mas parte demasiado atrás para aspirar à vitória. Além disso, 7% dos seus eleitores dizem ainda poder alterar o sentido de voto.

O último debate entre os dois candidatos está marcado para esta noite, às 20h30, com transmissão em direto nos três principais canais de televisão, podendo ainda influenciar parte do eleitorado.

Eleitores de candidatos eliminados inclinam-se para Seguro

A sondagem mostra que Seguro capta a maioria dos votos dos candidatos afastados na primeira volta. Entre os eleitores de Henrique Gouveia e Melo, 76% indicam agora apoio ao socialista, contra 11,5% que preferem Ventura.

No caso de Luís Marques Mendes, 68,5% dos seus antigos eleitores dizem votar em Seguro e 9% em Ventura, embora 18% permaneçam indecisos.

Já entre os votantes de João Cotrim Figueiredo, o cenário é mais fragmentado. Cerca de 19,9% estão indecisos e igual percentagem admite votar em branco ou nulo. Ainda assim, Seguro lidera neste grupo com 53,7%, enquanto Ventura recolhe 6,6%.

Vantagem maior entre mulheres e eleitores mais velhos

A análise por segmentos revela diferenças significativas no perfil de apoio a cada candidato. Seguro destaca-se claramente entre as mulheres, onde atinge 68,7% das intenções de voto, contra 19,9% de Ventura. Entre os homens, a diferença é menor, mas ainda favorável ao socialista.

Também nas faixas etárias mais elevadas a vantagem de Seguro é mais acentuada. Entre os eleitores mais velhos, o socialista regista 67,4%, enquanto Ventura fica nos 22,6%.

Ventura cresce entre os rendimentos mais baixos e no sul

A divisão por classes sociais mostra padrões distintos. Seguro tem mais apoio quanto maior o rendimento, chegando aos 68,6% entre os eleitores de classes mais altas. Ventura apresenta melhor desempenho entre os rendimentos mais baixos, alcançando 34,8%, embora ainda atrás de Seguro, que regista 53,8% nesse segmento.

Geograficamente, Seguro lidera em todas as regiões, com o melhor resultado em Lisboa (65,8%), seguido do Norte (62,5%) e Centro (61,8%). O seu ponto mais fraco é o sul e ilhas, onde obtém 54,9%, precisamente a região onde Ventura consegue o seu melhor desempenho, com 34,8%.

O trabalho de campo desta primeira vaga decorreu entre 24 e 26 de janeiro, com uma amostra de 608 entrevistas e margem de erro de cerca de 4%. Ao contrário do que aconteceu na primeira volta, os resultados são apresentados sem redistribuição de indecisos, já que, segundo a Pitagórica, essa operação deixaria de ser neutra num cenário com apenas dois candidatos.

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