Sonae vê lucro crescer 11% para 247 milhões de euros

A Sonae obteve um lucro de 247 milhões de euros em 2025, um aumento de 11% em relação ano anterior, impulsionado pelo crescimento dos negócios e reforço da eficiência operacional.

André Manuel Mendes

A Sonae obteve um lucro de 247 milhões de euros em 2025, um aumento de 11% em relação ano anterior, impulsionado pelo crescimento dos negócios e reforço da eficiência operacional. A empresa liderada por Cláudia Azevedo registou um ano de forte crescimento em 2025, alcançando um volume de negócios recorde de 11,4 mil milhões de euros, o que representa uma subida de 14% face ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela expansão dos principais negócios, ganhos de quota de mercado e reforço da presença internacional.

De acordo com os resultados divulgados pelo grupo, o EBITDA aumentou 18% para 1,2 mil milhões de euros, refletindo o crescimento da atividade e melhorias na eficiência operacional. Já o resultado líquido atribuível aos acionistas subiu 11%, fixando-se em 247 milhões de euros.



O investimento consolidado atingiu 612 milhões de euros, com foco na expansão dos negócios e na internacionalização, enquanto a dívida líquida recuou em 102 milhões de euros, reforçando a solidez financeira do grupo. A Sonae anunciou ainda uma proposta de dividendo de 6,217 cêntimos por ação.

Em comunicado, a CEO Cláudia Azevedo classificou 2025 como “um ano extraordinário”, destacando máximos históricos nos principais indicadores e o reforço de um “grupo coeso de empresas líderes”. A gestora sublinhou também o crescimento do EBITDA subjacente em 24% e a melhoria da margem operacional.

Entre os principais contributos para os resultados esteve a MC, que voltou a evidenciar um desempenho robusto, com crescimento significativo no retalho alimentar e na área de saúde e beleza. O Continente reforçou a liderança no mercado, enquanto a expansão da Wells e a parceria com a Druni consolidaram a presença na Península Ibérica.

Também a Worten registou crescimento do volume de negócios, ultrapassando 1,5 mil milhões de euros, apoiada pelo canal online e ganhos de quota de mercado. A Musti manteve uma trajetória de expansão internacional, enquanto a Sonae Sierra reforçou a sua posição na Europa com aquisições estratégicas.

Na área das telecomunicações, a NOS apresentou receitas superiores a 1,8 mil milhões de euros e reforçou a sua oferta empresarial com a aquisição da Claranet Portugal.

No plano social e ambiental, a Sonae investiu mais de 35 milhões de euros em apoio à comunidade, beneficiando centenas de milhares de pessoas, e manteve o foco nas metas ESG. O grupo reduziu em 25% as emissões de gases com efeito de estufa (scope 1 e 2) face a 2022 e voltou a ser reconhecido em índices internacionais de sustentabilidade.

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