Já tivemos o Plano Porter. Já tivemos o Plano Draghi. E muitos, muitos mais, Planos. Já tivemos estratégias, relatórios, documentos estruturantes, agendas de competitividade, roteiros para a inovação, planos para a educação, para a saúde, para a economia do mar, para as energias renováveis. Temos diagnósticos para tudo. Temos soluções para quase tudo. Portugal é, reconheçamo-lo, um País extraordinariamente bom a diagnosticar e também bom a elaborar planos. E elaboramos planos por cima dos planos. Qual é, então, o problema?
O problema é a execução. Ou melhor, a falta dela. Porque entre o papel e a realidade, entre o plano e a acção, existe um fosso que teimamos em não conseguir atravessar.
Quantos planos ficaram na gaveta? Quantas vezes já foram anunciados o início de grandes planos? Quantos planos foram apresentados, em conferências, aplaudidas, fotografadas, e depois…
Quantas oportunidades perdemos, porque ficámos pelos diagnósticos?
O que Portugal precisa não é de mais planos. Ou melhor, precisa apenas de um!
Precisa do “Plano Executar”. Com metas, com prazos, com responsabilidades claras, e com consequências. Com menos retórica e mais acção. Com menos burocracia e mais resultado.
Simplificação, desburocratização, digitalização. Três palavras que continuamos a repetir, e bem, mas que têm de sair do papel de vez, de um modo mais global.
Temos o diagnóstico. Temos as soluções. Temos o talento e temos o potencial. Só nos falta mesmo uma coisa. Executar.
Então, vamos a isso!!!
Editorial publicado na revista Executive Digest nº 242 de Maio de 2026




