
Ricardo Florêncio
Director da revista Executive Digest
Editorial publicado na edição de Julho de 2014 da revista Executive Digest
Por um conjunto de razões e acontecimentos, que ocorreram mais ou menos em simultâneo, Portugal parou. A melhor definição que já ouvi para o estado em que vivemos, é o “País está anestesiado”.
Na Europa, ainda se vive as indefinições e ecos das eleições europeias e dos seus resultados. Da hecatombe dos habituais ganhadores, ou surgimento ou reforço de forças politicas habitualmente fora deste círculo, resultou um conjunto de dúvidas e questões, que a Europa em conjunto, e como infelizmente começa a ser habitual, mostra alguma inabilidade em resolver.
Por cá, dois assuntos dominam toda a atenção: por um lado, a guerra pelo poder no Partido Socialista e as suas quezílias e comentários truculentos, e os impactos que essas situações tem em todas as situações de governabilidade. Quando se tenta buscar consensos entre forças partidárias, as agora chamadas, do arco da governação, e há uma que está totalmente voltada para o seu umbigo, há pouco a fazer.
Por outro, a questão do Grupo e Banco Espirito Santo. Tem dominado todo o panorama económico e financeiro em Portugal nas últimas semanas. E na verdade, enquanto a situação não ficar perfeitamente definida e resolvida, tudo o resto passou para segundo plano. Esvaziou.
Felizmente a economia e as empresas não param, e temos um conjunto alargado de boas notícias, pelo que esperamos que a “silly season”, não seja assim tão “silly”.
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