O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, anunciou um marco inédito no conflito com a Rússia: pela primeira vez, uma posição militar russa foi capturada exclusivamente com recurso a sistemas não tripulados, sem envolvimento direto de soldados no terreno.
De acordo com o POLITICO, a operação foi conduzida apenas com sistemas robóticos terrestres e veículos aéreos não tripulados, demonstrando a crescente importância da tecnologia no campo de batalha moderno. Segundo Zelenskyy, “os ocupantes renderam-se” e toda a missão foi executada sem qualquer baixa do lado ucraniano.
A Ucrânia tem vindo a intensificar o uso de robots terrestres, controlados remotamente por operadores em segurança, para realizar operações de ataque e evacuação em zonas de elevado risco. Estas áreas são frequentemente alvo de drones inimigos, tornando extremamente perigosa a presença humana.
Segundo o POLITICO, esta estratégia tem permitido reduzir significativamente as perdas humanas, ao transferir para máquinas as tarefas mais perigosas da linha da frente. Zelenskyy sublinhou que, só nos primeiros três meses de 2026, estes sistemas realizaram mais de 22 mil missões.
“Mais de 22 mil vezes, vidas foram poupadas porque um robot foi enviado para as zonas mais perigosas em vez de um soldado”, afirmou o Presidente ucraniano, destacando o papel da tecnologia na proteção da vida humana.
O desenvolvimento tecnológico vai ainda mais longe. Em janeiro, um robot terrestre ucraniano, equipado com elementos de inteligência artificial para deteção e seguimento de alvos, conseguiu capturar três soldados russos, que acabaram por se render.
Este tipo de inovação evidencia uma transformação profunda na forma como os conflitos são conduzidos, com sistemas autónomos e remotamente operados a assumirem um papel cada vez mais central.
A operação agora revelada por Zelenskyy reforça esta tendência e marca um momento simbólico na guerra, ao demonstrar que é possível conquistar posições inimigas sem colocar diretamente soldados em risco.











