“Sem a capacidade instalada do setor privado o SNS teria uma tendência de colapsar”, diz Luís Drummond Borges, Administrador da Lusíadas Saúde

Luís Drummond Borges, Administrador da Lusíadas Saúde, alertou das as dificuldades do setor da saúde privado e traçou as reformas necessárias para o desenvolvimento da saúde no país.

André Manuel Mendes
Novembro 4, 2025
12:14

Luís Drummond Borges, Administrador da Lusíadas Saúde, alertou das as dificuldades do setor da saúde privado e traçou as reformas necessárias para o desenvolvimento da saúde no país.

Com a apresentação “Reforma do Estado e da Administração Pública na visão do setor de saúde privado”, o Administrador da Lusíadas Saúde começou destacar a importância do setor privado na saúde em Portugal.

“Sem a capacidade instalada do setor privado o SNS teria uma tendência de colapsar face à necessidade de responder a 10,7 milhões de consultas e 1,5 milhões de atendimentos urgentes”, destacou.

Luís Drummond Borges apontou a falta de produtividade e fraca resposta operacional do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e uma das razões é o facto de não ter acautelado as condicionantes ao longo dos anos, por exemplo a massa salarial.

O aumento acumulado e a valorização dos regimes especiais no SNS criam um efeito-espelho inevitável no setor privado, elevando o custo médio dos médicos, explica, acrescentando que estão a trabalhar cada vez menos com o Estado/SNS. A relação existente assenta, acima de tudo, ao nível dos programas SIGIC e agora para o futuro SINACC. E o que solicitam ao setor privado? Consultas e meios complementares de diagnóstico, e ainda cirurgias.

“A ADSE é outro parceiro estrutural mas que sofre do mesmo problema sistémico, que acredita que não precisa de fazer atualizações de preços”, acrescenta, explicando que os privados fecham as portas aos clientes ADSE em determinadas especialidades devido aos baixos valores tabelados.

O Administrador da Lusíadas Saúde alertou que remos um problema estrutural de médicos e temos regras de funcionamento hospitalar que não estão atualizados.

“Anda-se a discutir politiquices quando a capacidade produtiva não existe”. Luís Drummond Borges afirma ser necessário que o Estado seja promotor de adoção de medidas essenciais para o aumento da produtividade dos profissionais e de saúde e redesenho das funções dos diversos profissionais, garantindo a segurança dos doentes. Como? Através da implementação da Inteligência Artificial, revisão das normas/regras de composição dos profissionais de saúde ou a redefinição do âmbito/função dos diferentes profissionais de saúde em conjugação com as ordens profissionais.

A Conferência conta com o patrocínio da BP, CGD, Católica Lisbon, Delta Q, Fidelidade, Lusíadas Saúde, MC Sonae, Randsatd, Recordati, Siemens, e ainda com o apoio da Capital MC, Neurónio Criativo e Sapo. A Sociedade Ponto Verde é o Parceiro de Sustentabilidade do evento.

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