Relatório israelita diz que forças dos EUA podem atacar o Irão esta semana

A informação é avançada pela estação israelita ‘Canal 13’, citada pela ‘Euronews’, que descreve esta semana como decisiva para a tomada de decisões em Washington

Francisco Laranjeira
Janeiro 26, 2026
17:14

Os EUA estão a concluir a mobilização de forças navais, aéreas e terrestres no Médio Oriente e no Mediterrâneo, no quadro de uma eventual campanha militar contra o Irão. A informação é avançada pela estação israelita ‘Canal 13’, citada pela ‘Euronews’, que descreve esta semana como decisiva para a tomada de decisões em Washington.

Segundo altos responsáveis americanos citados pela televisão israelita, os meios militares deverão estar totalmente posicionados até sábado, como parte de preparativos para ataques que poderão prolongar-se por “várias semanas”. Ainda assim, sublinham que não existe, para já, uma decisão final do presidente dos EUA quanto ao início das operações.

De acordo com o ‘Canal 13’, o porta-aviões ‘USS Abraham Lincoln’ assume um papel central no dispositivo naval americano. A bordo seguem milhares de militares, cerca de 90 aeronaves, incluindo caças F-35, e cerca de uma dezena de helicópteros Blackhawk, posicionados na região do Mar da Arábia. A força naval integra ainda contratorpedeiros e submarinos equipados com mísseis de cruzeiro Tomahawk.

Em paralelo, caças F-15 da Força Aérea dos EUA foram destacados para várias bases da região, incluindo a Jordânia, com o objetivo de reforçar a capacidade aérea. Três contratorpedeiros adicionais foram colocados ao largo da costa espanhola e um submarino encontra-se no sul da Grécia, meios que, segundo a ‘Euronews’, podem rapidamente entrar no alcance operacional do território iraniano.

O reforço inclui ainda sistemas de defesa antimíssil. Navios de guerra americanos transportam o sistema Aegis, complementado por baterias THAAD, destinadas a reforçar a proteção aérea e balística das forças dos EUA e dos seus aliados.

No plano diplomático-militar, o chefe do Estado-Maior-General das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, reuniu-se no passado sábado, em Telavive, com Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA. O encontro contou igualmente com a presença do chefe da inteligência militar israelita, Shlomi Binder, do diretor de Operações, Isaac Cohen, e de outros altos responsáveis da defesa israelita, com o objetivo de coordenar posições perante um possível ataque ao Irão.

Durante as conversações, foi transmitido às autoridades israelitas que Donald Trump ainda não tomou uma decisão definitiva, embora os Estados Unidos prevejam concluir, até ao final da semana, todos os preparativos e mecanismos necessários para uma operação de contingência. Responsáveis israelitas descreveram este período como uma “semana chave”.

Segundo a estação israelita, representantes de Israel defenderam que um eventual primeiro ataque deveria visar não apenas alvos militares, mas também instituições do Estado iraniano, numa tentativa de incentivar uma mudança de regime. As forças israelitas sublinharam ainda a importância de neutralizar os sistemas iranianos de mísseis terra-terra, que consideram uma ameaça direta à segurança de Israel.

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