Os laços diplomáticos entre Washington e Berlim diminuíram acentuadamente nos últimos anos, particularmente desde que Donald Trump foi eleito, e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, veio agora alertar que “as relações entre os dois países nunca mais serão as mesmas”, noticia a ‘CNBC’.
Segundo Heiko Maas, a aliança com os EUA, importante em termos de economia, defesa e segurança, pode não recuperar, mesmo que o rival do Presidente Donald Trump na Casa Branca, o democrata Joe Biden, vença as próximas eleições.
“Aqueles que pensam que tudo na parceria transatlântica será como era antes com um presidente democrata estão a subestimar as mudanças estruturais”, disse Maas, à agência alemã DPA, acrescentando, porém, que “as relações transatlânticas são extraordinariamente importantes, permanecem importantes e estamos a trabalhar para garantir que tenham um futuro”.
Os gastos com a defesa, uma guerra comercial entre os EUA e a Europa e a ameaça de tarifas americanas nas exportações de carros alemães são os principais argumentos da intensificação do clima de discórdia. Mas também o gasoduto Nord Stream 2 (um projeto alemão-russo) e, mais recentemente, a aliança do Grupo dos Sete (G-7) e a decisão dos EUA de retirar tropas da Alemanha têm vindo a agravar este clima difícil.
Desde que foi eleito, em 2016, Trump criticou repetidamente a Alemanha, a maior economia da Europa, sendo que neste capítulo a NATO tem sido uma fonte particular de tensão. Em meados de junho, Trump uma vez mais, ‘repreendeu’ o país, chamando-o de “delinquente” na hora de gastar com a defesa, dizendo que ainda não cumpriu o compromisso de gastar 2% de seu PIB (produto interno bruto) em defesa, conforme exigido por um Acordo da NATo de 2014.
A Alemanha gastou cerca de 1,38% com a defesa em 2019, segundo estimativas da NATO, enquanto os EUA gastaram 3,42%. A Alemanha disse, o ano passado, que pretende atingir a meta de 2% até 2031.
Mais recentemente, os planos para retirar cerca de 9.500 soldados da Alemanha causaram consternação na Europa e algumas críticas dos legisladores americanos, preocupados com a possibilidade de a Rússia explorar a retirada.





