“Com a oportunidade da mudança do paradigma pós-crise, queremos dar ainda mais sentido às nossas ações, empregar a energia correta no momento e no lugar certo, utilizar os recursos e o tempo de forma mais responsável. Também estamos a antecipar, juntamente com os nossos parceiros sociais, mudanças na sociedade em linha com a nossa ambição de tornar a motivação e o bem-estar dos colaboradores do Grupo num vetor de performance da empresa”, afirmou Xavier Chéreau, Diretor de Recursos Humanos e Transformação do Groupe PSA.
As lições aprendidas com a aplicação generalizada do trabalho à distância estão a permitir acelerar a transformação da forma como a empresa opera, com o objetivo de aumentar a agilidade e a eficiência para os colaboradores.
O Groupe PSA adaptou-se desde o início da crise, tendo duplicado as suas capacidades de IT em março de 2020 e permitido o desenvolvimento rápido do trabalho remoto (38.000 ligações simultâneas ao sistema global de IT do Grupo em abril vs uma média de 18.000 nos meses anteriores) o que permitiu à Direção garantir a continuidade da gestão da empresa.
O Grupo já havia iniciado a implementação do trabalho à distância. Em 2019, perto de 18.000 colaboradores adotaram, de forma regular ou ocasional, essa modalidade de trabalho (contra 2.500 em 2016), correspondendo a 3 milhões de horas em teletrabalho e a quase 500.000 deslocações evitadas.
Com base na experiência positiva e nas medidas eficientes já empreendidas no contexto da crise da Covid-19, o Groupe PSA decidiu reforçar o trabalho remoto e torná-lo numa referência para atividades não diretamente relacionadas com a produção industrial.
Esse princípio aplica-se, neste momento, no contexto do reinício gradual e seguro das suas atividades de escritórios, comerciais e de investigação e desenvolvimento, combinadas com medidas de apoio à atividade parcial.
O Grupo lida com esta crise como uma oportunidade de transformar e moldar uma nova empresa, assente em 3 alavancas de aceleração:
1. oportunidades tecnológicas de digitalização e ferramentas colaborativas de trabalho remoto já em vigor, que continuam a crescer e mudar a forma como trabalhamos;
2. lições aprendidas da experiência do trabalho à distância antes da situação de crise e durante a mesma, com o recurso generalizado ao teletrabalho (testes em larga escala);
3. a mudança de paradigma pós-crise com a necessidade reforçada de dar sentido às nossas ações, consumindo energia, recursos e tempo de uma forma ainda mais responsável.
Para além do trabalho à distância, a presença física dos colaboradores em espaços colaborativos redesenhados fortalecerá as interações de valor agregado e a busca por uma energia coletiva. Tal resultará numa presença no local de trabalho de um dia a um dia e meio por semana, em média.
Este projeto apresenta o duplo benefício de um melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal para os colaboradores afetados pela redução da frequência e duração dos seus trajetos casa-trabalho. Permitirá que os colaboradores do Grupo ampliem a sua escolha de local de residência com uma maior liberdade de mobilidade individual.
O mesmo faz parte também da abordagem de neutralidade carbónica do Grupo, graças a uma redução da sua pegada imobiliária.
Para alcançar essas mudanças, o Grupo dá continuidade ao processo de codesenvolvimento com os seus parceiros sociais, já realizado sob o acordo de motivação e bem-estar assinado no início do ano em França e que está a ser implementado a nível internacional, para definir o que será a empresa no futuro, com as suas novas modalidades e espaços colaborativos redesenhados.
Este projeto estruturante será implementado em 3 etapas:
• De 11 de maio ao pós-confinamento – a prioridade é dada à proteção dos colaboradores com a manutenção do trabalho à distância como referência, e a possibilidade de se deslocar, em número limitado, até as instalações do Grupo, de acordo com o protocolo de medidas sanitárias reforçadas para atividades não diretamente relacionadas com a produção industrial. Nesse contexto, projetos para reagrupar atividades podem ser acelerados;
• De maio a junho – Codesenvolvimento com análise de lições e de alavancas de eficiência (pesquisa realizada sobre teletrabalho e feedback das experiências dos últimos meses):
• Tomada em consideração das especificidades das profissões e das oportunidades para acelerar a digitalização;
• Identificação das necessidades de presença em instalações e das novas utilizações associadas, para melhorar a complementaridade da experiência coletiva no local com a experiência digital e remota;
• Definição de novos espaços (de reunião, zonas de criação e de ensino, eventos, mais flexíveis e colaborativos) e serviços associados;
• Identificação de necessidades complementares em termos de ferramentas digitais (fortalecendo o recurso ao vídeo, ferramentas para criação de equipas remotas, reserva de espaços nas instalações, etc.);
• Redefinição de regras de trabalho à distância e nas instalações;
• Evolução dos métodos de gestão;
• Acompanhamento e formações associadas a estas novas formas de trabalho.
• Verão de 2020 – Implementação dos novos modos de trabalho e reorganização dos novos espaços dedicados nas instalações-piloto de Poissy (centro de especialização), Vélizy, Carrières e Sochaux.
Este projeto de âmbito internacional será implementado em todas as atividades não industriais do Groupe PSA. Foram criados já vários grupos de trabalho, em várias zonas do mundo, nomeadamente nas regiões do Médio Oriente África e na América Latina.



