Proteção Civil entra em nova fase Delta com mais de 3000 operacionais e reforço até junho de 2026

Este período, que se prolonga até 1 de junho de 2026, mobiliza mais de 3000 operacionais em prontidão, apoiados por 450 viaturas e 12 meios aéreos, distribuídos por todo o território nacional.

Pedro Gonçalves
Outubro 1, 2025
7:15

Arranca esta quarta-feira a nova fase Delta do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), correspondente ao nível Reforçado. Este período, que se prolonga até 1 de junho de 2026, mobiliza mais de 3000 operacionais em prontidão, apoiados por 450 viaturas e 12 meios aéreos, distribuídos por todo o território nacional.

O reforço já tinha sido antecipado pelo Governo e sucede ao dispositivo que ontem, terça-feira, terminou às 23h59, depois de quase quatro meses de intensa atividade. Essa fase, também designada Delta, decorreu nos meses mais críticos do ano e contou com a participação de 15.024 elementos, número superior ao de 2024, quando se registaram 14.155 operacionais. Paralelamente, houve também um aumento na capacidade aérea, com 76 meios disponíveis este ano, mais quatro do que no ano anterior.

Na apresentação do plano em maio, a então ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, destacou a aposta no “reforço operacional” e numa “maior coordenação dos meios”. Para a governante, o sucesso da estratégia não depende apenas da quantidade de recursos mobilizados: “Há, efetivamente, mais meios. Mas, se esses meios não estiverem coordenados e se não houver um planeamento ao segundo, não importa que os haja”, advertiu, sublinhando a necessidade de um comando eficaz e de comunicação permanente no terreno.

A ministra destacou ainda o trabalho de proximidade das autarquias e anunciou um reforço de cinco milhões de euros no financiamento aos bombeiros. “O envolvimento da população na proteção, prevenção e segurança é fundamental. O apelo é para que todos façam a sua parte”, afirmou.

Também o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, garantiu que o dispositivo “é estável, robusto e está consolidado em 20 anos de trabalho da Proteção Civil”. Para o responsável, a prioridade não está apenas no aumento dos meios, mas na forma como estes são coordenados: “Há aqui um aumento marginal de meios, nomeadamente na questão dos meios aéreos e nos meios terrestres. Importa dizer que a Diretiva Operacional Nacional não é valorizada por termos marginalmente mais um meio, seja terrestre ou aéreo. O que interessa, de facto, é a forma como ela está concertada no seu todo e a forma como consegue envolver todos os agentes da Proteção Civil. Esse é o nosso grande objetivo”, sublinhou.

O balanço oficial da fase anterior do DECIR deverá ser divulgado nas próximas semanas. Entretanto, a Proteção Civil realça que os resultados dependem não apenas da componente técnica e humana, mas também da colaboração dos cidadãos na prevenção de comportamentos de risco.

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