A Comissão Nacional de Eleições (CNE) não tem indicação de impedimentos para o voto antecipado em mobilidade nos distritos de Leiria e Coimbra, os mais afetados pela depressão Kristin, disse hoje o seu porta-voz, André Wemans.
“Não nos chegaram indicações, até ao momento, de algo que pudesse impedir o voto antecipado em mobilidade, que será no dia 1 de fevereiro, ou seja, já este domingo. Ninguém nos informou de impossibilidades”, afirmou André Wemans.
Segundo o porta-voz, a CNE está “a contar que o voto se proceda normalmente, com todos os eleitores que fizeram o registo para votar em qualquer um dos concelhos desses dois distritos agora em voto antecipado em mobilidade”.
“Estamos a contar que correrá tudo pelo melhor e sem problemas”, referiu, ressalvando que a CNE “não tem dados que lhe possam permitir dar garantias que em todos os concelhos de Coimbra e Leiria onde haja eleitores registados para fazer o voto antecipado em mobilidade” tal suceda.
O vereador da Câmara de Leiria Luís Lopes adiantou que o município ainda não está “em condições de validar” o local onde decorrerá o voto antecipado em mobilidade.
“Estamos ainda a confirmar a disponibilidade de dois espaços diferentes em função dos danos” originados pela depressão, declarou Luís Lopes, garantindo, contudo, que o voto antecipado em mobilidade vai manter-se e vai ser no centro da cidade.
Em relação ao dia 08 de fevereiro, dia das eleições presidenciais, o Município de Leiria está “a validar já com as freguesias todas os locais habituais onde as pessoas costumam ir votar”, para ver “se reúnem ou não condições para que o ato eleitoral decorra nesse sítio” ou, caso contrário, para encontrar alternativas.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.














