Presidenciais: Seguro soma apoios que Ventura considera “um pouco surpreendentes”

Depois de o ex-líder do CDS-PP Paulo Portas ter anunciado, no domingo à noite, que votaria em Seguro, Aníbal Cavaco Silva sugeriu, numa nota enviada à Lusa, que votará no candidato apoiado pelo PS na segunda volta das eleições presidenciais

Executive Digest com Lusa
Janeiro 26, 2026
19:03

António José Seguro recebeu hoje o apoio do antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, depois de também o ex-líder do CDS-PP Paulo Portas ter dito que votará naquele candidato, o que André Ventura considerou “um pouco surpreendente”.

Ainda em pré-campanha para a segunda volta das presidenciais, e o no dia em que o Tribunal Constitucional iniciou o apuramento geral dos resultados da primeira volta, António José Seguro continuou a receber apoios de notáveis da direita.

Depois de o ex-líder do CDS-PP Paulo Portas ter anunciado, no domingo à noite, que votaria em Seguro, Aníbal Cavaco Silva sugeriu, numa nota enviada à Lusa, que votará no candidato apoiado pelo PS na segunda volta das eleições presidenciais.

Afirmando-se como “um social-democrata e um estudioso da social-democracia moderna”, o antigo Presidente da República escreve: “Os portugueses podem, portanto, inferir com facilidade e sem margem para dúvidas em quem votarei na segunda volta das eleições presidenciais de 08 de fevereiro”.

Questionado sobre as recentes intenções de voto que recebeu, António José Seguro manifestou-se “feliz por virem cada vez mais apoios”, mas insistiu que só os votos na sua candidatura no dia do sufrágio garantem a vitória.

“É muito importante que haja uma votação no máximo possível na minha candidatura no dia 08 de fevereiro porque desse número de votos também se expressa muito a forma como eu saio com esta legitimidade eleitoral e esta legitimidade política reforçada”, sustentou.

Já André Ventura considerou o anúncio de Paulo Portas “um pouco surpreendente”, justificando que, em seu entender, trata-se “de alguém que defende que o socialismo destrói, que o socialismo mata”.

“Era uma boa questão sabermos o que pensará Pedro Passos Coelho deste apoio de Paulo Portas”, notou, considerando que o antigo primeiro-ministro e líder social-democrata estará “muito surpreendido” com a declaração do antigo presidente do CDS-PP.

Sobre a declaração de Cavaco Silva, André Ventura considerou que não seria muito expectável outra intenção e olhou para essa manifestação de apoio como “uma espécie de talismã”, sublinhando que “foi nos momentos em que o professor Cavaco Silva apelou mais ao voto contra o Chega que as pessoas mais votaram no Chega”.

Perante as duas declarações de voto, o candidato presidencial reiterou a ideia de que “as figuras cimeiras do sistema” têm-se juntado contra a sua candidatura, mostrando que “estas antigas figuras do centro-direita e da direita” querem “manter o seu privilégio”.

No início da segunda semana após a primeira volta das eleições presidenciais, que em 18 de janeiro deram a vitória a António José Seguro com 31,12%, seguido de André Ventura, com 23,52%, os dois candidatos à segunda volta continuam a percorrer o país.

Ainda em pré-campanha, André Ventura em Évora, onde defendeu a suspensão do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul por considerar pode prejudicar os produtores portugueses, e na Baixa da Banheira, distrito de Setúbal.

Em Lisboa, Seguro apelou ao parlamento para criar rapidamente condições para registo dos lobistas, após o Presidente da República ter promulgado hoje a lei do lóbi.

O período oficial de campanha arranca apenas depois afixados os resultados do apuramento geral, processo que começou hoje, ao início da manhã, pela Assembleia de Apuramento Geral da Eleição para Presidente da República, presidida pelo presidente do Tribunal Constitucional, e cujos trabalhos deverão ser concluídos na quarta-feira.

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