Prada considera entrada em bolsa em Milão já em 2023. Empresa quer angariar cerca de 969 milhões de euros com IPO

A fabricante de luxo Prada SpA está a considerar angariar pelo menos mil milhões de dólares (cerca de 969 milhões de euros) numa segunda entrada em bolsa em Milão, de forma a diversificar a base de investidores fora de Hong Kong.

Mariana da Silva Godinho
Agosto 12, 2022
15:51

A fabricante de luxo Prada SpA está a considerar angariar pelo menos mil milhões de dólares (cerca de 969 milhões de euros) numa segunda entrada em bolsa em Milão, de forma a diversificar a base de investidores fora de Hong Kong.

A informação, avançada por fontes próximas não identificadas à ‘Bloomberg’, dá conta de que a fabricante está em conversações com o Goldman Sachs Group a preparar uma potencial oferta publica inicial (IPO) e que a entrada em bolsa poderia ser já em 2023.

Em 2011, a empresa angariou 2,1 mil milhões de dólares (cerca de 2 mil milhões de euros) ao entrar na bolsa de Hong Kong com uma participação de 20%, ano em que as grandes marcas de luxo estavam a chegar ao mercado asiático. Atualmente, a empresa tem um valor de mercado de HK$115,7 mil milhões, o que corresponde a cerca de 14,3 mil milhões de euros.

Em julho passado, o presidente da Prada, Paolo Zannoni, já tinha dito que apesar de a entrada em bolsa em Milão ser uma opção, não é uma prioridade, segundo o meio de comunicação.

Noutras empresas consideradas de luxo, a construtora alemã Volkswagen anunciou em fevereiro que se encontra em negociações avançadas com a holding company Porsche Automobil Holding SE sobre o possível lançamento de uma oferta pública inicial (IPO) de ações da fabricante de carros desportivos.

A Volkswagen anunciou em comunicado que negociou um acordo preliminar com o acionista Porsche SE, mas que ainda precisa de ser tomada uma decisão final, sendo que a conclusão de um acordo deve ser aprovada pelos conselhos de administração e supervisão, disse a Volkswagen. “A conclusão de um acordo-quadro… está atualmente em aberto e depende da aprovação dos conselhos de ambas as partes”.

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