O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou esta sexta-feira a atribuição do Prémio Nobel da Paz à opositora venezuelana María Corina Machado, que considerou uma decisão “muito sábia”, e disse não perceber as críticas dos Estados Unidos.
“Eu não queria deixar de saudar vivamente a premiada, porque é uma lutadora pela democracia e pela liberdade há muito tempo […], é uma mulher, uma presença constante de luta, e luta em condições muito, muito difíceis”, começou por dizer o chefe de Estado, em Tallin, à saída de uma reunião do Grupo de Arraiolos.
“Estou muito feliz, envio as minhas felicitações e, ao mesmo tempo, saúdo aquilo que é uma decisão muito sábia, muito atenta, e não impressionável nem sensibilizável, como foi a do comité que atribuiu o Prémio Nobel da Paz”, prosseguiu.
Marcelo Rebelo de Sousa admitiu então estranhar a reação de Washington, que criticou hoje a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Maria Corina Machado, defendendo que deveria ter ido para o presidente americano, Donald Trump, e sustentando que a decisão do comité norueguês “colocou a política à frente da paz”.
“Eu nem percebo essa declaração que é atribuída [à Casa Branca), porque não faz muito sentido. Porque a administração americana recentemente tem tomado posições em relação ao que se passa na Venezuela invocando que quer contribuir para a paz, para a democracia e para a liberdade naquele Estado”, observou.

















