“Há agentes a trabalhar 28 dias seguidos”: profissionais da PSP exigem reunião urgente com Governo para alertar para falta de efetivos

De acordo com o órgão sindical, o agravamento das condições de trabalho e a contínua falta de resposta aos problemas dos polícia obriga a uma resposta do Governo

Executive Digest

A falta de profissionais motivou o pedido de um reunião urgente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia com o inspetor-geral da Administração Interna (IGAI), revelou esta segunda-feira a ‘RTP’.

Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, explicou a exaustão. “Há profissionais a trabalhar 28 dias seguidos, que andam armados e conduzem carros de patrulha”, o que obriga a “uma destreza, quer psíquica quer física para responder a ocorrências policiais”.

De acordo com o órgão sindical, o agravamento das condições de trabalho e a contínua falta de resposta aos problemas dos polícia obriga a uma resposta do Governo, pelo que o encontro vai permitir fundamentar presencialmente as queixas e exigir medidas que ponham fim à normalização do abuso sobre os profissionais da PSP.

“A escassez de efetivo tem sido colmatada através de um abuso generalizado no corte de folgas (com ou sem despacho de exceção)”, acusou a ASPP/PSP, uma prática “focada em assegurar serviços remunerados e formações” e que “ignora a dimensão humana do polícia”.

Este cenário tem consequências, alertou o sindicato. “Saúde Mental e Burnout: um efetivo envelhecido, exausto e desmotivado; Insegurança Operacional: O perigo de manter profissionais armados em cenários exigentes sem o devido descanso; Desrespeito Estatutário: A utilização abusiva do dever de disponibilidade para atropelar o direito elementar à folga”.

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Entre as exigências dos profissionais da PSP estão alguns pontos que merecem intervenção imediata dos responsáveis políticos. “Inexistência de horas suplementares na PSP; Compromissos com entidades privadas sem que haja efetivo disponível para os cumprir; Falta de compensação posterior pela supressão de folgas; Procedimentos disciplinares abusivos contra quem invoca indisponibilidade para gratificados; Ausência de políticas governamentais que resolvam problemas estruturais”.

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