Entre os 1.543.697 cidadãos estrangeiros a residir em Portugal a 31 de dezembro último, os indianos são já a segunda nacionalidade mais representativa, indicou esta quinta-feira o relatório ‘Migrações e Asilo’, da AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo), citado pelo jornal ‘Público’, que revelou outro pormenor: 42% dos imigrantes têm entre 18 e 34 anos.
“A população potencialmente ativa representa 85,5% dos cidadãos estrangeiros residentes, com destaque para o grupo etário entre os 18 e os 34 anos – 640.914”, apontou o relatório, publicado com quase um ano de atraso – os jovens até aos 17 anos representam 8,2% do total, enquanto os idosos com 65 ou mais anos não passam dos 6,3%.
Os brasileiros continuam a ser força estrangeira dominante no universo de imigrantes: 484.596 indivíduos estavam em Portugal no final do ano passado, seguido por indianos (98.616) e angolanos (92.348). Mais: 71,3% dos imigrantes estão concentrados em apenas quatro distritos – Lisboa (606.179), Faro (167.321), Setúbal (168.941) e Porto (158.229).
2023 foi o ano com maior número da concessão de títulos de residência, com 328.978, bem acima dos 218.332 concedidos no ano passado (menos 34%) e ainda mais distante dos 51.413 títulos em 2017. Segundo a AIMA, 2023 foi atípico “devido à conversão automática de manifestações de interesse por autorizações de residência CPLP”, que dispensou a recolha de dados biométricos, bem como a verificação de registo criminal ou contrato de trabalho.
A AIMA instaurou 3.470 processos de contra-ordenações a imigrantes, um aumento de 183% face ao ano anterior. Mais de metade destas contra-ordenações (1.871) deveu-se à falta de declaração de entrada, seguindo-se a permanência ilegal em território nacional e, a larga distância, o transporte de pessoas com entrada não autorizada no país.
Quanto aos regressos forçados, o número disparou no primeiro semestre deste ano: 9.268 imigrantes foram obrigados a abandonar Portugal, contra as apenas 446 ordens de expulsão no ano anterior.














