Portugal é o primeiro país a sequenciar genoma do vírus Monkeypox, segundo garantiu esta segunda-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Uma equipa de investigadores foi a primeira a identificar a sequência genética do vírus atualmente em circulação em vários países, como Portugal, Reino Unido, Espanha, Suécia, Bélgica e Estados Unidos. A descoberta, garantem, pode ser fundamental para compreender a origem do surto e as causas para a rápida disseminação da doença.
Alguns dias após a confirmação dos primeiros casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal, especialistas do Núcleo de Genómica e Bioinformática do INSA identificaram a sequência genética deste vírus e partilharam-na com a comunidade científica internacional, o que poderá contribuir para uma mais rápida e efetiva compreensão deste fenómeno.
“A rápida identificação da sequência genética do vírus em circulação, e a sua imediata divulgação à comunidade científica, constitui um primeiro passo de colaboração internacional para a caracterização deste surto”, segundo referiu o responsável do Núcleo de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA, João Paulo Gomes.
“A comparação das sequências genéticas do vírus Monkeypox obtidas nos vários países poderá ser fundamental para a compreensão da origem do surto, bem como da forma como se deu rapidamente a disseminação da doença”, referiu o investigador do INSA, acrescentando que “uma boa caracterização deste tipo de surtos permite retirar ensinamentos que podem ser-nos úteis para a adoção de medidas de saúde pública com vista a uma melhor monitorização e controlo do problema”.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda aos indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, a procura de
aconselhamento clínico. Perante sintomas suspeitos, o indivíduo deverá abster-se de contactos físicos diretos. A abordagem clínica não requer tratamento específico, sendo a doença habitualmente autolimitada em semanas.











