Por que os ativistas atiraram todos os seus smartphones e laptops à água? A explicação da flotilha humanitária

Os 443 participantes da missão humanitária tinham um protocolo em vigor caso fossem intercetados, indicou a publicação espanhola ’20Minutos’

Francisco Laranjeira
Outubro 2, 2025
18:02

A Flotilha Global Sumud, que navegava pelo Mediterrâneo a caminho de Gaza para romper o bloqueio à população palestiniana, foi intercetada pelo Exército israelita na noite desta quarta-feira e manhã desta quinta-feira: o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel emitiu um comunicado a informar que a “provocação da flotilha” tinha terminado após a operação militar.

Os 443 participantes da missão humanitária tinham um protocolo em vigor caso fossem intercetados, indicou a publicação espanhola ’20Minutos’: ao se verem cercados por embarcações da Marinha israelita, os ativistas atiraram os smartphones e laptops no mar. Um dos tripulantes da missão, Carlos de Barrón, explicou à ‘Cadena Ser’ os motivos dessa decisão.

“Levantaremos as mãos e seguiremos tudo o que nos disserem, sem fazer contacto visual”, explicou Barrón, avançando que o plano não incluía fazer qualquer declaração aos militares israelitas e que esperariam até serem transferidos para terra firme para entrar em contacto com a equipa de advogados que os aguardava em Israel.

“Há um protocolo muito claro para evitar a exposição de qualquer pessoa envolvida na missão, tanto em terra quanto nos navios. Atiraremos fora os smartphones e computadores”, apontou. “Eles contêm informações confidenciais, e acreditamos que é mais seguro atirá-los na água para evitar fornecer qualquer informação a Israel.”

Israel terá todos os presos na flotilha esta quinta-feira para o porto de Ashdod, onde serão interrogados e acusados ​​de tentativa de entrada em Israel. Os seus advogados alegaram que, longe de entrar em território israelita, foram intercetados em águas internacionais. Segundo a ‘RTVE’, citando fontes do Governo italiano, Israel pedirá aos ativistas que aceitem voluntariamente a expulsão do país e planeia fretar voos na próxima segunda e terça-feira.

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