Polícia Judiciária investiga alegado sequestro da filha de atriz

Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) foi aberta após a receção de uma dica anónima à GNR da Lourinhã, indicando que Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, teria sido sequestrada.

Revista de Imprensa
Janeiro 23, 2026
11:34

Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) foi aberta após a receção de uma dica anónima à GNR da Lourinhã, indicando que Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, teria sido sequestrada. A Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT), especializada em crimes graves, ficou responsável pelo inquérito, segundo informações do Correio da Manhã.

Maria Custódia Amaral, de 54 anos, trabalha como agente imobiliária na empresa Remax Vantagem Real, nas Caldas da Rainha. O primeiro alerta sobre o seu desaparecimento foi dado pelo namorado, após a agente não comparecer a um compromisso profissional agendado para segunda-feira. Amigos indicaram que a última vez que Maria foi vista foi no domingo, na localidade de Paço, perto da sua residência em São Bartolomeu dos Galegos, Lourinhã.

Entre o final do dia de segunda-feira e a madrugada de terça-feira, o telemóvel da agente esteve desligado, e a sua presença nas redes sociais cessou. A GNR iniciou então procedimentos de rastreio, incluindo pedidos à operadora telefónica para localizar o aparelho, bem como recolha de depoimentos de familiares e amigos. Segundo os investigadores, Maria Custódia Amaral não tinha motivos pessoais, profissionais ou de saúde para desaparecer voluntariamente.

Pista que apontou para crime violento
O mistério adensou-se na quarta-feira, quando a GNR da Lourinhã recebeu um telefonema anónimo com a informação de que a agente imobiliária teria sido sequestrada. Face à possibilidade de um crime violento, a GNR contactou a PJ de Lisboa, que entregou o caso à UNCT. Entre os cenários analisados está a hipótese de sequestro para roubo.

Os inspetores da UNCT estão a tentar reconstituir os passos da agente imobiliária desde domingo, bem como os contactos que manteve nos dias anteriores ao desaparecimento, de forma a traçar o percurso completo e identificar possíveis suspeitos ou locais relevantes para a investigação.

Testemunhos próximos da vítima
Em declarações ao Correio da Manhã, Rosa Vieira, amiga próxima de Maria Custódia Amaral, descreveu o estado de aflição vivido perante a falta de notícias da amiga. Recordou ainda os últimos planos conhecidos da agente: “Ela disse que queria vender a casa (situada em São Bartolomeu dos Galegos, Lourinhã) e comprar uma mais pequena para ir morar com os cães”, afirmou.

Até ao momento, a investigação concentra-se na análise de todas as movimentações e contactos recentes da vítima, no rastreio de comunicações digitais e no acompanhamento de potenciais testemunhas. A UNCT procura reunir elementos suficientes para esclarecer se o desaparecimento de Maria Custódia Amaral se trata de um crime com objetivo financeiro ou outra motivação, mantendo o sigilo sobre os detalhes para não comprometer as diligências.

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