“Pode acabar mal para todos, especialmente para Trump”: Medvedev ameaça presidente dos EUA

Trump voltou a dizer este domingo que pode oferecer mísseis Tomahawk de longo alcance que poderão ser utilizados por Kiev se Putin não acabar com a guerra na Ucrânia

Francisco Laranjeira
Outubro 13, 2025
11:55

O ex-presidente russo, Dmitry Medvedev, afirmou esta segunda-feira que o fornecimento de mísseis Tomahawk dos EUA à Ucrânia pode acabar mal para todos, especialmente para o presidente americano, Donald Trump, relatou a agência ‘Reuters’.

O atual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, um defensor acérrimo do Kremlin e que tem provocado Donald Trump nas redes sociais, salientou que é impossível distinguir entre mísseis Tomahawk que transportam ogivas nucleares e mísseis convencionais depois de lançados — um ponto que o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, também levantou.

“Como é que a Rússia deveria responder? Exatamente!”, disse Medvedev na aplicação ‘Telegram’, parecendo sugerir que a resposta de Moscovo seria nuclear.

Recorde-se que Trump voltou a dizer este domingo que pode oferecer mísseis Tomahawk de longo alcance que poderão ser utilizados por Kiev se Putin não acabar com a guerra na Ucrânia. “Sim, podia dizer-lhe (a Putin) que, se a guerra não for resolvida, podemos muito bem fazê-lo”, disse o presidente republicano. “Podemos não o fazer, mas podemos fazê-lo… Será que querem que os Tomahawks avancem na sua direção? Acho que não.”

A resposta de Medvedev não tardou: “Só podemos esperar que esta seja outra ameaça vazia… Como enviar submarinos nucleares para mais perto da Rússia”, frisou, lembrando a declaração de Trump em agosto último de que tinha ordenado que dois submarinos nucleares se aproximassem da Rússia em resposta ao que chamou de comentários “altamente provocatórios” de Medvedev sobre o risco de guerra.

Putin disse que fornecer à Ucrânia Tomahawks — que têm um alcance de 2.500 km e, portanto, podem atingir qualquer lugar dentro da Rússia europeia, incluindo Moscovo — destruiria as relações entre os EUA e a Rússia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que a Ucrânia só usaria mísseis Tomahawk para fins militares e não atacaria civis na Rússia, caso os EUA os fornecessem.

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