Petrobras minimiza impactos das suas operações devido a conflito no Médio Oriente

A estatal brasileira Petrobras minimizou hoje o impacto do conflito no Médio Oriente sobre a produção e comercialização de petróleo e afastou a possibilidade de alterações repentinas na política de preços para o consumidor interno. 

Executive Digest com Lusa
Março 6, 2026
23:46

A estatal brasileira Petrobras minimizou hoje o impacto do conflito no Médio Oriente sobre a produção e comercialização de petróleo e afastou a possibilidade de alterações repentinas na política de preços para o consumidor interno. 


O diretor de Logística e Comercialização da Petrobras, Claudio Schlosser, afirmou numa conferência de imprensa que a maior parte das exportações da empresa destina-se a países asiáticos e que, por isso, não é utilizada a rota do golfo Pérsico, epicentro do conflito. 


No momento do início dos ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, no  sábado, a Petrobras tinha uma carga que estava a ser exportada para refinarias nos Emirados Árabes Unidos, mas que foi “redirecionada” para Singapura. 


“O Brasil tem uma posição privilegiada na questão dos fluxos comerciais de petróleo e derivados”, assegurou Schlosser. 


Quanto às importações, o responsável admitiu que a Petrobras importa cerca de dois navios a cada três meses de um tipo específico de petróleo proveniente da região do golfo Pérsico, destinado à produção de lubrificantes no Brasil. 


Acrescentou ainda que o estreito de Ormuz, afetado pelas ameaças iranianas, não é a única via disponível para o transporte, que também pode ser exportado através do Mediterrâneo ou do mar Vermelho. 


Sobre o impacto da subida dos preços internacionais do petróleo como consequência da guerra, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou na conferência de imprensa que existe “muita volatilidade”, mas que esta começou há poucos dias. 


Nesse sentido, Chambriard afirmou que ainda não está “definido” se o conflito se vai agravar ou não e que o importante é que a Petrobras seja “suficientemente resiliente para enfrentar qualquer cenário”, uma vez que as previsões para o preço do barril este ano variam entre 53 dólares e 120 dólares. 


“É o momento de manter muita tranquilidade para não transmitir o sinal errado à sociedade e assustar sem necessidade”, declarou. 


 


MIM //  RBF


Lusa/Fim


 

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