Os pedidos de crédito na zona de Lisboa aumentaram em aproximadamente 50% entre o último trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023, segundo garantiu esta quinta-feira a Gestlifes, uma das maiores intermediadoras de crédito nacionais, registada no Banco de Portugal: a submissão de pedidos de crédito aumentou 47%, comparando o período entre janeiro e março 2023 com outubro e dezembro de 2022.
Estão incluídos nesta estatística todos os tipos de crédito: pessoal, automóvel, consolidado e habitação.
Esta tendência foi transversal a outras cidades, tais como: Porto, Vila Nova de Gaia, Almada, Braga e Coimbra. Em todas, o crescimento de pedidos de crédito foi superior a 20%. Almada destacou-se com um aumento de 62% no que toca a pedidos de crédito por parte de residentes à Gestlifes.
De uma forma geral, e considerando o período em análise, os pedidos de crédito pessoal (incluído o crédito automóvel) foram os que mais cresceram (41%). Seguem-se os pedidos de crédito habitação (40%) e crédito consolidado (21%).
Relativamente ao tipo de residência, os pedidos de crédito à Gestlfies de indivíduos que vivem em casa de familiares aumentaram em 16% e em 25% por parte dos que arrendam imóvel.
Sobre o crescimento de pedidos de crédito por rendimento de agregado familiar:
– Entre 751 e 800 euros: mais 50% de pedidos no primeiro trimestre de 2023 que no último de 2022;
– Entre 801 e 900 euros: mais 25%;
– Entre 901 e 1.000 euros: mais 29%;
– Entre 1.001 e 1.500 euros: mais 8%;
– Entre 2.001 e 3.000 euros: mais 27%.
Não obstante, também as recusas de crédito subiram. Conforme indicou João Pereira, CEO da Gestlifes, “o acesso a crédito tem vindo a tornar-se mais difícil devido ao momento atual, sendo os principais motivos de recusa dos pedidos a taxa de esforço elevada, instabilidade profissional e incidentes bancários”.














