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Obrigado!

Por Ricardo Florêncio

Para que fique registado, e nos dias que correm é importante, escrevo este editorial a 31 de Março. Ainda há um mês, a vida corria normalmente. Visitávamos a nossa família, passeávamos com os nossos filhos, íamos a restaurantes com os nossos amigos, assistíamos a concertos ao vivo, íamos trabalhar, enfim, uma vida normal. Mal sabíamos que estas futilidades do dia-a-dia eram um luxo. Um luxo inatingível, porque hoje não o podemos fazer. Pois, de repente, o mundo parou. Todos os cenários apocalíticos que víamos em filmes projectados no futuro, tornaram-se realidade. De um dia para o outro. Evidentemente que não vai durar para sempre. Mas a grande questão é, até quando? E depois, o que virá a seguir? Não vou alongar-me nesta análise, pois hoje são só incógnitas e previsões, e disso já há por aí muito. Agora, o que devemos fazer, e desde já, é agradecer. Agradecer muito, e do fundo do coração, a muitas pessoas, que hoje, arriscam e trabalham para salvar vidas, e para que nada de bens e serviços essenciais nos faltem no nosso dia-a-dia. São muitos, e como tal não os irei enumerar com risco de me esquecer de alguém. Mas permitam-me que unifique todos esses agradecimentos nos muitos profissionais de saúde. Uns verdadeiros super-heróis. A eles, todos, sem excepção, o meu MUITO OBRIGADO!

PS: Não posso deixar esta oportunidade de dar nota de uma profunda desilusão. Há países da União Europeia que acham que isto são epidemias locais, e assim problemas de cada um dos países. Estão enganados! Isto é uma pandemia global. A União Europeia insiste em dar razão aos eurocéticos, nos quais não me incluo, que questionam para que serve afinal uma União Europeia. Se nestas ocasiões de crise global da União Europeia não actuam e não são solidárias, para que serve então?

PS 2: Não podia acabar este meu editorial, sem um voto de pesar. António Vieira Monteiro era um membro do Conselho Editorial da Executive Digest. Foi das primeiras vítimas deste Covid-19. Partiu muito cedo. Vai-nos fazer muita falta. Ao nosso Conselho Editorial e aos nossos debates, à sua empresa e nossa economia, mas principalmente à sua família. E, à sua família, gostava de apresentar as minhas sentidas condolências.

Editorial publicado na revista Executive Digest nº 169 de Abril de 2020

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