Trump volta a avisar Irão e ameaça com novos ataques às instalações nucleares “se necessário”

Presidente dos EUA destacou os comentários feitos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista à ‘Fox News’

Francisco Laranjeira
Julho 22, 2025
11:41

Donald Trump garantiu, esta terça-feira, que atacaria as instalações nucleares do Irão novamente “se necessário”, reforçando o seu aviso a Teerão de que o país deve abandonar as suas ambições de continuar a enriquecer urânio.

O presidente dos EUA destacou os comentários feitos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista à ‘Fox News’, na qual o diplomata descreveu a gravidade dos danos causados pelos ataques americanos às principais instalações nucleares do seu país no passado dia 22.

Segundo Araghchi, as instalações de enriquecimento foram “destruídas”.

“Claro que sim, como eu disse, e faremos isso de novo, se necessário!”, postou Trump na sua plataforma ‘Truth Social’ esta segunda-feira, criticando a cobertura mediática nos EUA que questionou o nível de danos causados. Em particular a ‘CNN’, que avançou com uma avaliação inicial da Inteligência americana que sugeriu que os ataques não haviam destruído o programa nuclear do Irão, apenas o havia atrasado alguns meses.

Trump interpretou os comentários de Araghchi como uma demonstração de que os ataques militares americanos haviam impedido o Irão de desenvolver uma bomba nuclear. No entanto, o ministro iraniano acrescentou que Teerão continuaria a enriquecer urânio como uma questão de “orgulho nacional”, sugerindo que as suas ambições atómicas não haviam terminado.

Aragchi disse também que os danos estavam a ser avaliados por investigadores iranianos e que seria possível que inspetores da ONU examinassem as instalações nucleares do Irão. No entanto, não confirmou nem desmentiu se o urânio enriquecido sobreviveu aos ataques americanos, mas disse que Teerão forneceria detalhes à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Aragchi sublinhou ainda que o Irão pode provar que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, o que pode resultar na suspensão das sanções, uma medida que descreveu como um “win-win” para Teerão e Washington.

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