O Reino Unido, à semelhança dos Estados Unidos – em particular após a chegada de Trump à Casa Branca -, está a realizar deportações em massa: o Governo liderado por Keir Starmer, através do Ministério Britânico do Interior, publicou nas redes sociais, pela primeira vez, imagens de voos de deportações para transmitir uma posição firme na defesa das fronteiras do país. “Para reconstruir a confiança do público no sistema de imigração, devemos demonstrar que as regras são respeitadas e aplicadas”, sustentou a ministra do Interior, Yvette Cooper, justificando o endurecimento das medidas.
The public must have confidence in the UK's immigration system.
Through our Plan for Change, we have removed almost 19,000 people including failed asylum seekers, foreign criminals and immigration offenders from the UK since July 2024. pic.twitter.com/QY4tpQDqSP
— Home Office (@ukhomeoffice) February 10, 2025
Desde a chegada de Starmer ao poder – desde 5 de julho de 2024 a 31 de janeiro de 2025 -, o Reino Unido realizou 5.074 deportações forçadas, um aumento de 25% em comparação com o ano anterior.
The highest rate of returns since 2018.
If you don’t respect our borders, you will be returned. pic.twitter.com/niZJT042od
— Home Office (@ukhomeoffice) February 11, 2025
Entre os deportados, 2.925 eram criminosos estrangeiros, ou seja, migrantes com registos criminais ou condenações no Reino Unido. No entanto, o total de retornados é muito maior: 18.987, incluindo candidatos a asilo rejeitados, criminosos e imigrantes em situação irregular. A diferença com as deportações forçadas é que muitas pessoas podem ter deixado voluntariamente com incentivos do Governo, até 3 mil libras (cerca de 3.600 euros) para regressar ao seu país de origem.
Este número é o mais alto desde 2018, que se junta aos quatro maiores voos de deportação da história do Reno Unido, que transportaram mais de 850 pessoas para destinos diferentes em África, Ásia, Europa e América do Sul: o Governo britânico organizou um total de 39 voos fretados nos últimos sete meses, um número sem precedentes nos últimos anos.
O endurecimento da política de imigração não se limitou a deportações: desde julho, foram realizadas 5.424 operações de conformidade migratória, como inspeções em locais de trabalho ou espaços públicos para identificar pessoas em situação irregular de imigração, o que resultou em 3.930 prisões, mais 38% em comparação com o ano anterior – em janeiro último, houve 609 prisões de trabalhadores não documentados, o número mensal mais alto desde que os dados começaram a ser recolhidos em 2019.














