Microsoft define cinco caminhos para proteger empresas no mundo digital do futuro

A Microsoft identificou cinco tendências que, segundo a empresa, vão marcar a próxima década na área da segurança digital, à medida que tecnologias como inteligência artificial (IA), computação quântica e agentes inteligentes transformam o ambiente empresarial.

Fábio Carvalho da Silva e André Mendes
Agosto 20, 2025
12:23

A Microsoft identificou cinco tendências que, segundo a empresa, vão marcar a próxima década na área da segurança digital, à medida que tecnologias como inteligência artificial (IA), computação quântica e agentes inteligentes transformam o ambiente empresarial.

A empresa alerta que, com estas inovações, os riscos de segurança também se multiplicam, tornando a proteção digital um imperativo estratégico e não apenas uma função técnica. “A questão já não é se a disrupção vai impactar a segurança, mas com que rapidez as organizações conseguem adaptar-se”, destaca a Microsoft.

Entre as principais tendências apontadas estão:

  1. Agentes de IA aumentam a produtividade, mas multiplicam o risco – Nos próximos cinco anos, agentes de IA estarão totalmente integrados nas operações empresariais, automatizando tarefas repetitivas e liberando os colaboradores para atividades criativas. Contudo, o uso malicioso destas tecnologias pode criar novos riscos, sendo essencial a proteção de sistemas como o Model Context Protocol (MCP).
  2. Agentes ciberfísicos expandem o perímetro de segurança – A integração de IA em sistemas físicos, como veículos e linhas de produção, faz com que a segurança não se limite ao digital. Uma falha num sistema físico pode repercutir-se no digital e vice-versa, exigindo estratégias de proteção integradas.
  3. Computação quântica cria ameaças retroativas – A capacidade futura dos computadores quânticos de quebrar algoritmos de criptografia existentes obriga as organizações a investir já em criptografia pós-quântica e atualizar os sistemas antes que estas ameaças se concretizem.
  4. Equipes potenciadas por IA redefinem talento e risco – A IA permitirá que indivíduos liderem equipas virtuais mais eficientes, mas ampliará a superfície de ataque. As equipas de segurança vão precisar de usar IA para deteção de ameaças e resposta rápida a incidentes.
  5. Segurança ao nível do hardware reduz ameaças – Incorporar segurança nos componentes físicos, como dispositivos endpoint e equipamentos de rede, diminui a dependência de patches de software e reforça a proteção contra ataques a sistemas desatualizados.

A Microsoft sublinha a necessidade de estratégias proativas de segurança, incluindo cadeias de abastecimento confiáveis, protocolos Zero Trust, mecanismos de autenticação avançada e IA como aliada na prevenção e deteção de ameaças.

 

 

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