O Grupo RAR registou lucros de 33,2 milhões de euros em 2024, uma descida de 3,8% face a 2023, enquanto o volume de negócios consolidado subiu para 1.011 milhões de euros, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado, a empresa explica que o ano foi marcado por um contexto internacional volátil, com ruturas no fornecimento de matérias-primas, taxas de juro elevadas e a realização de investimentos estratégicos significativos.
No exercício de 2024, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu 81 milhões de euros, traduzindo uma queda de 5,8%.
Em contraciclo, o volume de negócios cresceu 2,4% e ficou nos 1.011 milhões de euros.
O investimento do grupo superou os 70 milhões de euros, com aplicação em áreas como a Colep Packaging, Colep Consumer Products, RAR Açúcar e RAR Imobiliária.
Segundo o presidente do Grupo RAR, Nuno Macedo Silva, “2024 foi um ano de consolidação e de investimento estratégico”.
“Apesar dos desafios económicos e geopolíticos, conseguimos manter o desempenho e avançar com projetos importantes que vão sustentar o crescimento no futuro”, referiu, citado no comunicado.
Entre as empresas do grupo, a Colep Consumer Products e a Colep Packaging demonstraram resiliência face às disrupções nas cadeias de abastecimento.
A Vitacress registou crescimento em todos os mercados onde atua — Portugal, Reino Unido e Países Baixos —, com vendas de 220 milhões de euros, e melhorou a sua eficiência operacional.
A RAR Açúcar também reportou progressos neste campo, apesar das dificuldades do setor.
Para 2025, o Grupo RAR antecipa um cenário internacional ainda marcado pela incerteza, nomeadamente devido à nova administração nos Estados Unidos, mas com perspetivas positivas sustentadas pela esperada descida da inflação e das taxas de juro.
“O foco continuará a estar na adaptação estratégica, no reforço da disciplina operacional e financeira e na procura de novas oportunidades de diversificação”, conclui a empresa.














